Cânion Espraiado de bike

Uma aventura pra quem gosta das boas “indiadas”!

Nós já conhecemos alguns pontos famosos de Urubici, mas o Cânion Espraiado estava na nossa lista desde a última vez que lá estivemos em Janeiro de 2017.

Queríamos acampar no cânion em um fim de semana, e assim fizemos, subimos no sábado pra descer no domingo.

O clima prometia temperaturas agradáveis ou até quentes para a região durante o dia (até 27 graus) e 8 graus durante a noite.

Falamos com o Marcos, um dos proprietários da fazenda onde fica o cânion. Eles cobram uma taxa de R$30 por pessoa de entrada + acampamento.

Deixamos o carro na frente da casa do Marcos e seguimos de bicicleta até o nosso objetivo, sabendo que no total seriam 31km até o topo.

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Estrada rumo ao cânion. Uma parte de asfalto lisinho…

 

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Aos 18km de pedalada, chegamos na primeira porteira, que fica logo depois do Refugio Rio Canoas. Ali há um local à beira do rio, com mesa, bancos, sombra e uma torneira com água fresca. Perfeito para o nosso lanche antes de começar a subir, subir, subir…

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Um local convidativo para parada…

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Logo em seguida, chegamos à  Pedra da Águia. Parada pra fotos e seguimos.

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Em frente a Pedra da Águia.

A estradinha começa a ficar pedregosa e vai piorando conforme avançamos. O rio vai acompanhando ao lado da estrada e deixa esse “pedalar” muito prazeroso!

Uns 7 km após a porteira, inicia uma subida forte, com muitas pedras grandes, onde só sobem mesmo carros 4×4, pedestres e bicicletas… 😛

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Momento em que eu penso: – Mas quem foi que inventou de vir pra cá mesmo?

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E sobe…

A parte mais forte da subida tem aproximadamente 4km que, depois de vencidos, já se avista o cânion!

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A primeira visão do cânion…

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Apesar de já vermos o cânion, ainda leva mais 1 km até chegar na casa da família do Marcos, local onde deixamos nossas bicicletas guardadas para passarem a noite, pois a partir dali a trilha fechada impossibilita a passagem delas.

Marcos também nos ofereceu para uso o banheiro da casa com chuveiro quente, que maravilha! Antes de descermos a trilha, já tomamos banho e descemos cheirosos para o local onde acamparíamos. 😀

Chegando na borda do Cânion, vimos que já haviam por ali 4 barracas montadas, escolhemos um local não muito perto, nem muito longe, afinal o local pareceu ideal para passarmos a noite protegidos de algum vento excessivo na madrugada.

Logo que terminamos de montar a barraca, fomos apreciar o visual de fim de tarde, e então começaram a chegar nossos vizinhos. Era uma turma de 4 casais jovens de Criciúma, subiram pro cânion naquela tarde também e voltariam no dia seguinte.

Enquanto preparamos nosso jantar, comemos e fizemos algumas fotos do céu mais estrelado que já vi! Nos juntamos aos vizinhos ao redor de uma fogueira e tivemos um agradável bate-papo.

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O céu mais estrelado que já vi!

Nos recolhemos logo, para acordar cedo no dia seguinte, afinal o amanhecer prometia.

Acordamos às 6h, tomamos café olhando para o cânion e então saímos para explorar o local em busca de boas paisagens e fotos.

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O amanhecer no Cânion Espraiado.

Fazia bastante frio, mas o sol logo apareceu e nos aqueceu durante a caminhada na borda do Cânion Espraiado. Estávamos só nós dois e pudemos observar e fotografar com calma aquela fantástica obra da natureza!!

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Lááá no fundo, é possível ver a estrada da Serra do Corvo Branco… Demais!

Voltamos pro acampamento, desmontamos tudo e subimos a trilha até a casa onde resgatamos nossas bicicletas para o retorno a Urubici.

O retorno foi praticamente de descidas, boa parte segurando a bike freando, mas muito tranquilo e agradável.

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E a volta continua tendo que empurrar, mas agora a maior parte é pra baixo!

Chegamos no carro felizes e agradecidos pela oportunidade de conhecer mais um lindo pedacinho do nosso estado, nossa Santa e bela Catarina!

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Ausentes e seus Cânions

Desde muito tempo que queríamos conhecer a região dos Cânions na divisa entre SC e RS, e decidimos que 2017 seria o ano de realizar esse desejo.

Como já pretendíamos sair da cidade no Carnaval, esse foi o feriado escolhido para irmos para as proximidades de São José dos Ausentes pedalar e acampar. Pegamos preciosas dicas da região com o amigo Sander, que sabíamos já ter pedalado muito por ali.

Saímos de carro de  Floripa no sábado bem cedo, e as 10h já estávamos no mirante da magnífica Serra do Rio do Rastro, ali tomamos um café e seguimos para a Rota dos Cânions, após 66 quilômetros de estrada de chão em precária situação. Chegando na comunidade de Silveira (aprox. 20km antes de São José dos Ausentes), a fome já batia no estômago, passamos em frente a um restaurante aberto e decidimos almoçar lá mesmo, até porque era o único da localidade. Durante o almoço, revisamos nosso roteiro e resolvemos que ali seria o início da pedalada, pedimos autorização ao dono do restaurante para deixar o carro na frente de seu estabelecimento até terça feira e então saímos com as bikes já carregadas rumo à nossa aventura.

Saindo da comunidade do Silveira.

O objetivo nesse dia era pedalar 15 km até o Cânion Amola Faca, que fica dentro de uma propriedade particular e pedir autorização para acampar lá, em algum local que nos permitissem montar a barraca. Seria nossa primeira experiência de camping sem estrutura de banheiro, cozinha e tal, o famoso “camping selvagem”.

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Aqui a estrada era bem boa… 😛

Bem, 15 km parecem muita moleza pra um dia de cicloviagem né? Só que não! Saímos sob um lindo sol e logo depois que saímos da via principal a estrada vira um pedregulho só, as pequenas subidas me faziam descer da bike, que dançava sobre as pedras e a qualquer bobeira ameaçavam me jogar no chão. Mas devagar a gente chega, afinal serão só 15 km!

Atravessando um dos muitos riachos que cruzavam o caminho

Então em minutos começa a acontecer um fenômeno muito comum na região, a viração! Uma serração nos cobre, uma garoa fina e o frio começam a bater… Difícil enxergar mais que 5 metros a frente. Vamos seguindo, abrindo porteiras, encontramos um senhor trabalhando com uma máquina na estrada, fazendo com que a terra misturada à umidade virassem uma lama bem grossa, grudando nos pneus, corrente e tudo mais. Pedimos informação a ele pra sabermos se estávamos no caminho certo e tudo ok, era por ali mesmo. Quando a roda da bike já quase não gira mais, chegamos em frente uma casinha de madeira. Sabíamos que ali era a casa onde deveríamos pedir autorização, estava toda fechada, mas havia uma moto do lado de fora. Batemos palma, o cachorro começou a latir e logo em seguida aparece o Bruno. Começamos a conversar, ele de dentro da casa e nós na chuva… Falamos do nosso contato que havia nos indicado a procurá-lo, ele logo disse que éramos bem vindos e que poderíamos acampar em qualquer lugar ali mesmo perto da casa. O cânion? Nem lembrava mais dele ou de perguntar pra que lado ficava, pois nesse momento parecia que estávamos dentro de uma nuvem gigante, não se via nada ao redor e fazia muito frio. Nós estávamos já bem molhados por conta da viração e o Bruno então ofereceu para montarmos a barraca dentro do galpão ao lado da casa, ufa!  Bruno gosta muito de conversar e enquanto montávamos a barraca ele ficou ali conosco proseando. Logo nos ofereceu o seu banheiro emprestado par uma banho quente, wifi da sua internet por satélite (!!!) e água pra lavarmos as bicicletas que estavam simplesmente imundas… Santo Bruno!

 

Viração acontecendo

Após um banho quente, colocamos roupas secas e cozinhamos uma massa para a janta. Fomos dormir cedo, pois no dia seguinte Bruno nos recomendou acordar cedo e caso o tempo estivesse bom, caminhar até a borda do Cânion Amola Faca, a 1 km dali, antes que a viração aparecesse novamente, pois ela é comum nos meses quentes.

As 6h da manhã o dia clareava, olhei pra fora da barraca e vi que o tempo estava bom.
“- Ari, vamos levantar, vamos ver o cânion!” Fizemos café, colocamos na garrafa térmica e levamos para tomá-lo na borda do cânion. Depois de uns 15 minutos de caminhada começamos a ver os paredões de pedra… Uau!! Não consigo descrever o quão impressionada fiquei… Que maravilhoso!!

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Cânion Amola Faca

Ali ficamos uns 40 minutos, observando, tomando café, tirando muitas fotos.

Voltamos pra barraca, arrumamos tudo nas bicicletas e partimos para o nosso próximo destino a 18 km dali: Camping Toca da Onça. Conforme as dicas do Bruno, não precisávamos voltar para a estrada principal, podíamos chegar lá pela “estrada velha”, que vai sempre próxima das bordas dos cânions. Nos animamos, mas não sabíamos o estado da estrada para bicicletas, afinal, Bruno só passa ali a cavalo.

A estrada não era ruim, era péssima, muito mais pedras que a do dia anterior. Perigoso nas subidas e descidas… Como a distância que tínhamos a percorrer era novamente pequena, seguimos por ali, na esperança de ver mais algum cânion.

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Recompensa por tomar o caminho alternativo.

Apesar de acontecer mais uma viração que não nos deixou ver o Cânion Realengo, o caminho era lindo e mesmo tendo feito bem mais esforço, foi muito mais bonito e quase não passaram carros por nós.

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Daqui deveríamos ver o Cânion Realengo, mas…

Chegando no camping, que estava bem movimentado, afinal era carnaval,  fomos muito bem recebidos pelo Bêbo, o dono do Toca na Onça Eco Mountain. Após os acertos necessários, montamos nossa barraca, tomamos aquele banho e logo começamos a preparar nossa comida na cozinha compartilhada do camping.

Enquanto jantávamos, começavam os preparativos para um show ao vivo marcado para acontecer no camping naquela noite. A temperatura esfriou bastante e dormimos ouvindo boa música ao longe e com um bilhão de estrelas sobre nossas cabeças…

Amanhecer de segunda, saímos sem bagagem pra conhecer o Cânion Montenegro.

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Em direção ao Cânion.

Seguimos pela estrada de terra um pouco melhor que a do dia anterior, mas ainda pedregosa, sempre subindo e descendo, e em aproximadamente 1 hora e meia já estávamos na borda dele, com visibilidade total, espetacular!

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Cânion Montenegro, magnífico!

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E pra todo o lado que olhamos as paisagens são lindas!

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Caminho de retorno do Cânion Montenegro.

Após uma hora de apreciação e fotos, voltamos para o camping, onde almoçamos e de tarde partimos em direção ao Cachoeirão dos Rodrigues, onde há uma imponente cachoeira, famosa na série A Casa das Sete Mulheres exibida na Rede Globo. E também onde tem um ponto muito curioso que se chama “Encontro de dois Rios”. No ponto onde esses rios se encontram, um corre para um lado e o outro corre para o lado inverso. Muito curioso, e muito bonito também!

Chegando na localidade onde existem as duas atrações, escolhemos entrar no Cachoeirão dos Rodrigues, e àquela hora a temperatura já era de 27 graus, que após encararmos todas as subidas até lá nos deixou com muita vontade de um banho no rio.

Para entrar na propriedade paga-se uma taxa de R$10 e ao fazermos o pagamento pedimos informação à dona, indicação de um local para banho naquele rio lindo. Ela nos disse que na cachoeira é totalmente proibido, pois há risco de acidentes, mas gentilmente nos indicou uma parte do rio onde poderíamos aproveitar e nos refrescarmos.

Pronto! Ali ficamos mais de 1 hora, aproveitando o sol e aquela água transparente… Fantástico!!

Depois fomos visitar a cachoeira e iniciamos nosso retorno do passeio.

Antes de seguirmos para o camping, fomos até a comunidade do Silveira e lá já pegamos o carro pra levar ao camping. Assim, no dia seguinte já colocamos tudo no carro pra seguir pra Floripa, com um sorriso de orelha a orelha! 😀

Finalizando, foi um Carnaval incrível, pra cicloturista nenhum botar defeito!

OBS: Nós escolhemos acampar, mas na região tem bastante opção de pousadas. Vale a visita! 😉

 

 

Pelos Vales e Montanhas de Urubici

Urubici é uma cidade que fica a aproximadamente 170km de Florianópolis, cidade turística, conhecida pelo clima serrano e de muito frio no inverno.

Nós já conhecíamos a cidade, estivemos lá há uns 8 anos atrás, quando não pedalávamos.

Depois que começamos a pedalar tentamos várias vezes voltar lá para encarar os desafios de Urubici, mas os planos demoraram pra dar certo.

Enfim, nesse fim de semana de janeiro pudemos retornar lá e experimentar alguns trajetos muito recomendados por nossos amigos.

Sexta feira: Morro da Igreja

Saímos de Floripa pela manhã cedo, chegando lá fomos direto ao ICMBio (detalhes a baixo), almoçamos no centro e nos dirigimos ao Camping Nossa Senhora da Graças. É isso mesmo, a partir de agora passaremos a experimentar a arte de acampar, hábito até então desconhecido para nós dois….

CampingO camping estava praticamente vazio, escolhemos um local para nossa barraca, a montamos e nos arrumamos para o primeiro desafio: subir o Morro da Igreja – é de lá que se avista um dos mais famosos cartões postais de Urubici, a Pedra Furada.

Iniciamos o pedal às 14:30h, eu não sabia exatamente a quilometragem da subida, mas imaginei que seriam umas 2 horas ou um pouco mais para subir até o topo.

Na saída a temperatura era de 25 graus, o sol brilhava e o céu estava limpo. Do camping até a entrada do morro foram 10 km em trecho praticamente plano e então começamos a subir… O primeiro quilômetro era uma subida suave e cheguei a comentar que se fosse assim até o topo seria muito tranquilo. Rsrsrs… mas logo a inclinação foi aumentando e até chegar no km 3 a subida foi bem forte. Ali há um pequeno recuo, onde paramos para respirar e tomar água. Depois disso as subidas continuam, porém revezando entre subida leve e moderada…

Subida para o Morro da Igreja

No km 6,5 inicia o Parque Nacional e ali há uma guarita onde um guarda recolhe as autorizações para seguir adiante. E esse é um ponto importante: há controle na entrada no Parque do qual o Morro da Igreja faz parte, tanto para carros, como ciclistas ou pedestres. A autorização é retirada no centro de Urubici, na sede da ICMBio, (veja detalhes clicando aqui) e se você não a apresentá-la ao guarda, não subirá a partir deste ponto! Ali havia uma torneira com água fresca e aproveitamos para nos refrescar e abastecer nossas caramanholas.

O fato de eu não saber a quilometragem exata me deixou um pouco ansiosa e despreparada mentalmente, pensei em desistir algumas vezes, mas pensando que fui eu quem insisti para ir até Urubici para isso, não dei o braço a torcer!

Pedra Furada com Neblina

Depois de quase 3h, chegamos ao topo! No último quilômetro, uma neblina começou a subir e tomar a paisagem.  Assim, em poucos minutos a neblina cobriu a pedra furada e não conseguíamos mais vê-la, evento muito comum naquele local, por conta da altitude: 1.732 metros sobre o nível do mar!! A temperatura rapidamente caiu para 17 graus com uma sensação térmica de 12 graus devido ao vento frio e até ficamos um tempo esperando para ver se a neblina se abriria novamente, mas devido ao frio, resolvemos descer logo. Foi uma descida maravilhosa!!

Chegando no camping, tomamos banho, fizemos uma massa para comer e abrimos um vinho para comemorar o feito do dia! A noite na barraca com aquele friozinho, somando o cansaço, foi muito tranquila!

Segundo os registros do GarminConnect, foram 51,6 km pedalados em 3 horas e 30 minutos com um ganho de elevação de 1.181 metros!! Haja panturrilha!

Sábado: Serra do Corvo Branco e Morro do Campestre

Definimos que iríamos até a Serra do Corvo Branco, outro ponto turístico famoso da região.

Serra Corvo Branco - Ripio

Saímos 9:30h da manhã aproximadamente, após o farto café servido no camping. Os primeiros 10km foram os mesmos do dia anterior e embora com uma linda vista e onde a novidade em relação ao dia anterior foi a visita à belíssima Gruta Nossa Senhora de Loudes. Depois desta refrescante parada, pedalamos por mais 9 quilômetros em asfalto para depois então encarar um trecho de de 6km  de estrada de chão com muitas pedras e subidas em meio aos paredões da Serra Geral.

A temperatura estava alta, em torno dos 30 graus mas o vento fresco amenizou um pouco. Eu estava um pouco cansada da subida do dia anterior, mas cheguei no topo sem grandes dificuldades… E lá estávamos, no ponto onde existe o maior corte em rocha arenítica do Brasil e onde aproveitamos para fazer a nossa já característica foto “engraçadinha”, hehehe…

Fenda no Corvo Branco

Levamos sanduíches para um picnic lá, de frente para a vista linda que se tem do mirante. Depois de um pequeno descanso, tiramos muitas fotos e voltamos para o camping onde 5 amigos de Floripa haviam chegado para também pedalar pela região: a Josi, Renatinha, Mariele, Vânio e Eduardo.  Apesar de sabermos que não íamos pedalar juntos (eles iriam subir o Morro da Igreja no dia seguinte) foi uma grata surpresa tê-los lá conosco!

Vista do Corvo Branco

Durante a tarde eles decidiram pedalar até a Cachoeira do Avencal, e nós como estávamos já um pouco cansados, resolvemos tomar banho e descansar um pouco, mas só um pouco!

Antes do pôr do sol, Ari e eu fomos até o Morro do Campestre, que ainda não conhecíamos e agora sem bikes. Mais um lugar incrível, com uma vista de tirar o fôlego!!

Morro do Campestre

À noite nos reunimos todos no camping e jantamos juntos: pizza, queijo e muito vinho regaram nossas conversas e risadas… É sempre muito bom ter amigos por perto!!

Turma

Neste dia, novamente segundo o GarminConnect, foram 51,4km em 3 horas com um ganho de elevação de somente 642 metros, hahaha…

Domingo: Avencal

Depois de mais uma noite de sono na nossa barraquinha, tomamos café e desfizemos nosso acampamento para voltar a Floripa, enquanto nossos amigos se preparavam para sua subida no Morro da Igreja.

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Antes de seguirmos para Floripa, ainda passamos na Cachoeira do Avencal, que é maravilhosa e tem uma tirolesa que passa por cima dela, a 130 metros de altura. Se nós andamos na tirolesa? Claaaaro!! Visual indescritível!!

Tirolesa Avencal

Agora sim, estávamos prontos para voltar pra casa, depois desse fim de semana cheio de emoções e aventura…

Volta

Que venham muitos outros assim!!

Até! 😉

E curtam o vídeo que segue, com nossa aventura em 66s!

 

SC – De Rancho Queimado a Leoberto Leal

Como alguns amigos já sabem, em maio eu vamos fazer o Caminho de Santiago de Compostela de bike,  viagem que está em nossos planos a mais de 2 anos. E desde que decidimos fazê-la, nossas pequenas cicloviagens foram todas preparatórias para essa jornada. Assim, pudemos ir aos poucos percebendo o que seria necessário levar ou não, o que fazer com a mecânica das bikes caso tenhamos algum problema, o que fazer com alimentação, etc .

E agora que estamos a um mês de embarcar, fizemos mais uma pequena cicloviagem no Feriado de Páscoa que passou. Escolhemos um trajeto que representasse a altimetria (medição de altitudes) que vamos enfrentar em algumas partes do percurso lá na Espanha, afinal serão grandes subidas carregando bagagem suficiente para 20 dias (destes, 13 dias consecutivos serão pedalando).

O trajeto escolhido foi de Rancho Queimado a Leoberto Leal, trajeto de 50 km com altimetria aproximada de 1300 metros e mais 6 km até o Sítio São José, local que escolhemos para pernoitar em Leoberto Leal, casa de uma família de agricultores que participam da Acolhida na Colônia (programa criado pela Epagri que tem como proposta valorizar o modo de vida no campo através do agroturismo ecológico).

Montamos nossos alforjes com toda a bagagem que estimamos levar para a Espanha. E você deve estar pensando ser insano carregar 8 kg de bagagem morro acima para pernoitar apenas 1 dia. E é!! Pensei nisso em todas as subidas durante o trajeto. Mas esse foi o planejado, era pra ser um teste e precisava ser o mais próximo possível da realidade…

Na sexta-feira santa seguimos de carro até Rancho Queimado, ponto de partida. Começamos a pedalar as 11h, com previsão de chegada no sítio em Leoberto Leal entre 17h e 18h.

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O clima estava bem ameno e bastante sol, isso nos animou e um vento bem gostoso nos acompanhou durante todo o dia…
Logo nos primeiros quilômetros a paisagem surpreendia, depois de aproximadamente 8km a estrada de asfalto dá espaço ao chão batido e uma descida bem leve e gostosa nos levava até o Rio Bonito.

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Mais à frente a estrada volta a ser asfalto e seguimos por ela sempre contornada por hortênsias que devido à época do ano estavam com as flores secas, mas não deixa de ser bonita também.

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Chegamos na pracinha de Taquaras e ali decidimos fazer nossa parada de almoço: um sanduíche natural preparado em casa já que sabíamos que não haveria nada aberto devido ao feriado santo.

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Um sanduíche gostoso, numa sombra bem fresquinha… Ah, ali estava bom pra dar uma descansada de uma hora ao menos, mas tínhamos que cumprir nosso planejamento e então descansamos 15 minutos e seguimos nosso caminho.

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Começava a primeira grande subida. Bem desafiadora e apesar da brisa o sol estava quente, por isso troquei minha camiseta manga curta por uma dry fit manga longa. Parece que não, mas é mais fresco assim…

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Mais alguns quilômetros de muito verde e mais subidas, chegamos a uma encruzilhada onde havia um bar, no meio do nada. Paradinha para uma Coca-Cola, um papo com o dono do local e seguimos adiante.

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Cada subida: uma vitória, e quanto mais alto, mais compensadora a vista!

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Na última subida, a maior de todas no percurso, a prefeitura havia colocado na estrada um material para ajudar aos carros e caminhões transitarem, mas pra nós era impedalável! E em alguns momentos precisamos descer da bike e empurrar todo aquele peso morro acima…

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Muitos trechos com sombras, o que ajudou consideravelmente esses cicloturistas já cansados!!

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Até que chegamos no topo! Urrul!!! Agora era descer tudo até a cidade…

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Chegamos em Leoberto Leal já passava das 18h. Logo avistamos a prefeitura da cidade, foto para registro e fomos atrás de uma padaria para amansar o estômago antes que chegássemos no Sitio da Dona Vanda devorando até a grama!! #pedalarsempredáfome

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Mais 6 km pedalando até o Sítio São José, acompanhados de uma lua imensa que nascia atrás daquele morro que já tínhamos cruzado… Mas o cansaço era tanto que nem conseguimos fazer uma foto decente. :-(

Dona Vanda e S. Valdir estavam nos esperando, fomos calorosamente recebidos com abraços e logo fomos tomar nosso banho para sentar à mesa com toda a família. Tivemos um agradável jantar com muita comida gostosa e boa conversa… Logo após o jantar fomos dormir, estávamos exaustos!

Noite muuuito bem dormida, com aquele silêncio que só o campo tem… No dia seguinte, já descansados, era hora de tomar um bom café com pão caseiro, rosca de polvilho, cuca, geléia… Oba!!

Preparamos nosso sanduíche para viagem, abastecemos as garrafinhas de água e carregamos as bikes para voltar pelo mesmo caminho que viemos.

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Foto com Dona Vanda e sua filha Djane que está a espera de gêmeos!

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Sítio São José

Saímos 8:20h da manhã e de cara já tínhamos aquela longa subida pra escalar. Como era comecinho da manhã, estávamos descansados ainda e a subida foi melhor que o dia anterior.

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Foto na frente da Igreja Matriz – Clássica…

Ainda assim, o Ari como sempre parava a cada 400 metros para me esperar, já que sou bem mais lenta que ele nas subidas (na verdade em todas as ocasiões sou mais lenta que ele!!! Kkkk)

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Quem nos encontrava no caminho olhava assustado… Mas sempre ganhávamos um cumprimento!

Nesse comecinho da manhã quase não batia sol por onde passamos, o que tornava a subida menos desgastante…

E Leoberto Leal foi ficando pra trás. Ou seria pra baixo?

E Leoberto Leal foi ficando pra trás. Ou seria pra baixo?

A volta foi mais rápida que a ida, desejávamos chegar em Rancho Queimado para o almoço, mas com o passar da manhã logo percebemos que mesmo sendo mais rápidos que o dia anterior não chegaríamos antes das 14h.

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Premiados com mais um dia de sol…

Paramos novamente naquele bar no meio do caminho, no meio do nada e o dono assou mini-pizzas para um lanche que repusesse nossas energias para continuar. Foi o  que conseguimos e o que nos recarregou as baterias no meio do dia…

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Já quase em Rancho Queimado de volta…

 

Chegamos em Rancho Queimado felizes e com a certeza de que a missão dessa viagem foi cumprida! Mais um trajeto desbravado e muitas dúvidas sanadas para a viagem que está por vir.

Segue abaixo link com o percurso dessa viagem:

IDA:  https://www.strava.com/activities/279340760

VOLTA: https://www.strava.com/activities/279341545

Telefone do Sítio São José em Leoberto Leal: 48 – 32681154.