Caminho de Santiago de Compostela de bike – Etapa 7 – De Frómista a Sahagun

Continuamos com mais uma etapa do Caminho de Santiago percorrido de bike:

Amanheceu com aquele frio de doer os dedos, 5°C! Colocamos todas as nossas camadas de roupa, tomamos o café e saímos com o sol raiando…

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Preparação pra saída… Muito friiio!!

Eu adoro o frio para pedalar, estando bem agasalhada, é uma beleza! Desde que não seja frio com neve, tá valendo… E apesar do frio desse dia fazer com que meus dedos quase congelassem (com duas luvas!), o pedal rendeu bem!!

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Sorriso congelado.. 😛

Mas nesse dia pela manhã uma situação me deixou desconfortável: seguíamos por um caminho onde havia a carretera com os carros passando com bastante velocidade e a trilha do caminho seguia em paralelo a essa estrada, como dá pra ver na foto abaixo.

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Caminho paralelo à carretera.

Até tentamos ir pela carretera, mas sentimos um carro passar muito rápido e apesar de ter acostamento, nessa etapa ele era muito estreito e preferimos ir pela trilha do caminho junto aos peregrinos caminhantes. Como já citei aqui, sempre que nos aproximávamos, pedíamos licença dando “bom dia, bom caminho”. Numa dessas ocasiões uma jovem peregrina se virou e ao nos ver pegou seu cajado e apontou para a estrada, esbravejando na língua dela que nós devíamos ir por lá e não atrapalhá-los ali… Demos novamente bom dia, desejamos bom caminho e seguimos. Na hora me senti mal, pois me senti como se eu fosse uma ameaça. Penso que nós ciclistas, devemos mesmo ter todo cuidado com os pedestres, mas o estávamos tendo! Em nenhum momento passamos correndo entre pedestres (até porque o peso dos alforges não deixam!) ou fomos grosseiros. Pensei bastante sobre isso durante todo aquele dia e depois meu coração se acalmou, entendi que o caminho é para todos, que nós também somos peregrinos (ou bicigrinos) e que talvez a moça tenha tido uma noite ruim e descontou na gente… Desejei que ela seguisse em paz. E dali em diante não pensei mais nisso, seguimos a diante com o nosso caminho!

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Papo de peregrinos…

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No povoado de Carrión de los Condes, paramos em uma praça, entramos na igreja (das poucas abertas) e em frente havia uma padaria (os pães espanhóis são maravilhosos!!), compramos pão para o picnic do almoço e como estavam quentinhos, compramos mais alguns para comermos ali, sentados na praça…

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A padaria que nos chamou pelo cheiro!!

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Pausa para apreciar os pães!

Decidimos já passar num mercado e comprar insumos para o almoço, eu entrei e o Ari ficou fora cuidando das bikes. Quando saí, estavam ali o mineiro e a paulista que havíamos conhecido na noite anterior no albergue! Trocamos algumas palavras, abraços, tiramos uma foto e seguimos, não nos veríamos mais, já que eles estavam caminhando.

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Peregrinos brasileiros.

Pouco depois das 12h o estômago já pedia mais comida! Fomos procurando um local que pudéssemos parar e achamos umas mesas de concreto, instaladas bem ao lado do caminho, propriamente para este fim. Pensamos: é aqui mesmo!! Que delícia de picnic!!

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Momento delícia: Picnic!

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Estrutura de luxo…

Descansamos uns minutos e fomos em frente. Encontramos outros 3 ciclistas espanhóis, e conversamos por alguns quilômetros. Eram idosos, simpáticos, um deles já tinha tido um enfarto e por isso usava uma mountain bike elétrica… Eles estavam no maior pique, já faziam o caminho pela  terceira vez e acho que já não queriam parar tanto como nós, marinheiros de primeira viagem. Seguiram…

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Sempre que passávamos por caminhantes que eram brasileiros, viam nossa bandeirinha atrás da bike, gritavam cumprimentando-nos e acabávamos trocando algumas palavras: de onde são, até onde seguem neste dia e assim conhecemos o Eduardo, de Florianópolis (!!!), mora no mesmo bairro que nós! Coincidência… Eduardo também ficaria na mesma cidade que nós, Sahagun. Fomos em frente.

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Antes de chegar no centro de Sahagun, fica o Marco Geográfico da Metade do Caminho, ou seja, chegamos na metade da nossa jornada!

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O “meio” do Caminho.

Depois de passarmos no marco, chegamos no centro de Sahagun, e ficamos num albergue que é uma antiga igreja adaptada: metade albergue, metade um auditório onde acontecia um evento da cidade.

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Entrada do albergue-ex-igreja.

A parte de albergue é um mezanino em metade da igreja com beliches de madeira. Um pé direito muito alto, da minha cama (que ficava na parte superior do beliche) eu via o que rolava no auditório, situação no mínimo curiosa. Tomamos banho, saímos para dar uma volta na cidade, comer cerejas e buscar comida para cozinhar no albergue. Ao voltarmos Eduardo havia chegado e se hospedou no mesmo albergue, além dele os 3 espanhóis também se hospedaram aí. Conversamos um pouco sobre o trajeto do dia seguinte, os espanhóis fariam mais km porque tinham um amigo levando suas bagagens de carro, estavam mais velozes.  Jantamos no albergue, tomamos cerveja e fomos dormir satisfeitos com mais um dia completado…

Continua…

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 6 – De Burgos a Frómista

Oi gente!!

Pedimos desculpas pelo sumiço, mas fim de ano é aquele apuro, e depois do Natal precisamos de uns dias de descanso total!

Agora, voltamos com a continuação dos relatos sobre o Caminho de Santiago de bike e tentaremos colocar mais posts por semana para compensar ok?

Então continuando de onde paramos, vejam como foi o sexto dia de pedal na maravilhosa Espanha:

Acordamos com uma música ambiente tocando, Marie Noelle nos preparou um café especial que nos deu ainda mais ânimo para enfrentar o dia que iniciava. Deixamos aquele lugar com a certeza de que não poderíamos ter melhor hospedagem em Burgos, foi uma delícia!

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No albergue, com Marie Noelle antes de sairmos pela manhã.

A saída de Burgos me deixou ainda mais apaixonada pela cidade, as ciclovias, os passeios, a organização, um encanto!

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As torres da catedral de Burgos ao fundo… Apaixonante!

Logo chegamos num trecho com várias montanhas que pareciam desenhadas, de tão lindas…

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Paisagens pintadas à mão…

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E lá no fim dessa estrada, a cidade de Hornillos del Camino.

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Paradinha pra mais um café no bar!

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As papoulas contornando todos o caminho…

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Ruínas do Convento San Antón.

Passamos por Hornillos Del Camino, Convento San Antón e então chegamos num  trecho todo ladeado por lindas árvores, e no fim deste trecho avistamos a cidade de Castrojeriz.

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Um belo trecho do Caminho, contornado por ávores…

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e depois das árvores, avistamos a cidade de Castrojeriz, com seu castelo no topo da montanha.

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Mais um brinde!

Ali almoçamos um bocadillo com vinho e coca-cola, de olho na montanha que teríamos que escalar em seguida. Eram 140 metros de desnível em 1km de estrada de chão!

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E depois do almoço, uma subida de respeito!

E foi uma subida difícil, mas curta e que valeu cada pedalada até ali, a vista lá de cima é incrível!!

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A placa indica a inclinação, muita calma nessa hora… De passito!!

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Chegando ao alto, olhando para trás observamos o que deixamos. A cidade de Castrojeriz ficou pequenininha…

A descida também não passou despercebida, 18% de inclinação em 350 metros, nos levou a descer com muita cautela e ao mesmo tempo sentindo a adrenalina…

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Foto tirada por uma pereregrina Dinamarquesa.

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Incrível a vista enquanto descíamos com cautela…

A pedalada da tarde foi muito tranquila e depois de atravessarmos o canal de Frómista, chegamos no destino daquele dia.

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Minha vontade era de mergulhar nessas papoulas! ❤

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Seguindo…

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Atravessando o canal de Frómista.

Achamos o albergue municipal, e por pouco não ficamos de fora na lotação! Lavamos nossas roupas e bikes no pátio que havia no albergue e saímos para jantar um menu do peregrino servido no restaurante ao lado. Boa massa, vinho e um filé com batatas…

Depois disso sentamos na praça em frente ao albergue (Frómista é minúscula), para conversar e apreciar o movimento comendo chocolate com amêndoas.

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Igreja de Frómista, ficava em frente ao nosso albergue.

Com o anoitecer,  precisávamos carregar os celulares e Garmin, e isso só era possível no refeitório do albergue. Sentamos por ali para esperar os aparelhos carregarem e logo conhecemos dois peregrinos brasileiros, um mineiro e uma paulista. O nome dele infelizmente não me lembro, o nome dela: Beatriz Siegel. Ficamos então conversando até a hospitaleira nos mandar ir dormir, pois depois das 22h tem que se respeitar a regra!

Continua…

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 5 – De Belorado a Burgos.

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Muito ânimo para chegar a Burgos nesse dia!

Amanheceu o quinto dia no Caminho de Santiago, levantamos, tomamos nosso café junto com nossos amigos espanhóis e saímos todos juntos em direção a Burgos. O dia já estava mais frio do que os anteriores. A pedalada foi animada, Tony é um cara muito bem humorado e logo apelidou eu e Ari de “Pepa e Pepe”. Motivo: ele não conseguia lembrar e nem pronunciar nossos nomes e simplificou assim.

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Faltando 43km para Burgos…

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Alto da Pedraja.

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Um lindo “corredor” de árvores…

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Vencendo uma pequena, mas íngreme subida. PS: aquele peregrino ali de preto, me ajudou a empurrar a bike morro acima… 🙂

Neste dia tivemos uma grande subida, chama-se Alto da Pedraja e nós fomos vencendo-a pouco a pouco, junto a muitos peregrinos…Depois da primeira hora pedalando fizemos uma parada para um café, e próximo das 11h um lanche. Sempre juntos.

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Primeira parada para um café.

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Segunda parada para um lanche…. Sim, precisamos sempre abastecer!!

Sentimos que éramos uma equipe já, mas conforme íamos nos aproximando, sabíamos que iríamos nos separar.

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Antes de chegar a Burgos, pedalávamos pelo caminho ao lado de uma rodovia, e logo se aproximou de nós um ciclista que estava a passear por ali. O nome dele: Miguel. Puxou papo conosco e se ofereceu para nos guiar até a catedral, pois disse que conhecia um caminho mais agradável do que aquele que estávamos seguindo. E nós logo o identificamos como mais um daqueles “anjos do caminho”. Miguel é  um querido, nos deixou bem pertinho da catedral, e nos indicou um ótimo local para beber e comer a famosa “ morcilla de Burgos”.

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Com Miguel, nosso anjo do dia, próximo a Burgos…

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Chegando no centro de Burgos!

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Porta de Santa Maria.

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Porta de Santa Maria

Atravessamos a porta de Santa Maria e meus olhos se encheram de lágrimas ao ver a lindíssima catedral! Emocionante!! Alguns segundos paralisada observando, e então um passeio para admirar tudo em volta. Que demais, que cidade linda!! Carimbamos nossa credencial ali na catedral e seguimos para o bar onde brindaríamos o término de mais uma etapa.

Caminho de Santiago de Bike

A magnífica Catedral!

Caminho de Santiago de Bike

Pinchos com Morcilla de Burgos e pimentão vermelho… Uma delícia!

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Brindando mais uma etapa vencida!

Nos despedimos dos nossos queridos amigos, afinal Tony também não ficou em Burgos, seguiu pedalando pois pretendia chegar em Santiago dois dias antes de nós. Ficamos tristes em nos separarmos, mas como na vida, cada um precisa seguir seu caminho, e fomos então procurar um albergue para pernoitar na cidade. Primeira opção do guia: lotado. Segunda opção do guia: lotado. Terceira opção do guia: um camping – não dava. Quarta opção do guia:uma casa de Emaús a 1,5km do centro. Como queríamos muito dormir em Burgos, fomos até a Casa de Emaús pra ver se tinha vaga, afinal 1,5km pra quem está de bike não é nada… Chegando lá, a porta estava fechada e uma placa dizia pra tocar a campainha, fomos atendidos por uma freira francesa chamada Marie Noelle, hospitaleira do albergue, falando baixinho e de forma muito gentil ela nos disse que se quiséssemos ficar ali, tinhamos que assistir a missa das 19:30h na igreja e logo após participar da ceia compartilhada que ela mesma prepararia. Depois disso teríamos que nos recolher, pois  fecham as portas às 20h. Aceitamos, e ao entrar foi uma grata surpresa, era praticamente um hotel de luxo! Com 4 quartos bem limpos e equipados com beliches e banheiros impecáveis!! Ela acomodou nós dois sozinhos num quarto, já que naquela noite tinham somente mais um grupo de 3 franceses, 1 moça canadense e 1 rapaz italiano. Apesar de não ter sobrado muito tempo pra passear pela cidade, essa hospedagem foi incrível!! Tomamos nosso banho rapidinho, lavamos as roupas e saímos de bicicleta em direção ao centro de Burgos.

Caminho de Santiago de Bike

Caminho de Santiago de Bike

Muito amor por essas árvores! ❤

Caminho de Santiago de Bike

Circulamos um pouco, depois sentamos na Plaza Mayor e ficamos apreciando o que acontecia por ali tomando um bom vinho e beliscando queijo, pão e morcilla de Burgos…

Caminho de Santiago de Bike

Antes das 19:30h estávamos na igreja para a missa e recebemos cada um a benção do padre para continuar nossa jornada. Depois da missa, conforme combinado, Marie nos serviu um jantar delicioso, salada com muito queijo brie e uma sopa de lentilhas. Durante a ceia conversamos bastante, como sempre muitas histórias de cada peregrino com sua dose de emoção e depois  de receber mais uma palavra do Padre, fomos repousar em nossas camas espaçosas e silenciosas!! Zzzzzz….

Continua…

 

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 4 – de Navarrete a Belorado

Mais um dia começa, e o 4º dia de pedal pelo Caminho de Santiago de bike sai de Navarrete com um lindo sol, com a promessa de mais um dia incrível. Passamos por muitos campos de trigo, com uma estrada de chão que desenhava nosso trajeto à frente em meio à  todo aquele verde.

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Muitas formas de percorrer o Caminho…

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Caminho de Santiago de bike

Mais um dia de muito calor, hoje tínhamos poucas subidas, mas fizemos várias paradas nas fontes para pegar água.

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Parada em uma das abençoadas fontes…

Ainda não era meio dia quando chegamos no nosso destino para almoço: Santo Domingo de La Calzada. Mais uma cidade importante do Caminho e chegando lá percebemos que era um dia de festividade, as famílias na rua,  muitos restaurantes com mesas na rua e logo escolhemos um para apreciarmos uma paella.

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Catedral de Santo Domingo de la Calzada

Almoçamos e fomos passear pela cidade, visitamos a catedral e  ainda participamos de uma degustação de lingüiça com pão que acontecia na praça por conta da festa regada a uma tacinha de vinho. Afinal, diz um ditado que “De pan e vino se faz El Camino!”

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Nas praças, a disputa por um banquinho é grande…

Continuamos dando uma circulada pelas ruazinhas da cidade, e quem encontramos? Katia e Mariano (o casal que cohecemos no inicio da jornada)! Foi aí que nos aproximamos e descobrimos que eram pai e filha, espanhóis, moram em cidades diferentes (Ele em Guadalajara e ela em Bilbao) e resolveram fazer uma parte do caminho este ano. Sim, muitos espanhóis fazem isso, fazem um trecho, no ano seguinte mais um trecho, até que completam… Eles nos disseram que iriam somente até Burgos e de lá cada um seguiria para sua cidade. Tiramos foto com eles na frente da Catedral, nos despedimos e tínhamos certeza que cada dupla seguiria seu Caminho, talvez cruzando em mais algum ponto lá na frente, mas mais tarde descobrimos que não seria bem assim…

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Com nossos amigos ciclistas espanhóis Katia e Mariano.

Depois de visitar algumas lojinhas, comemos algumas cerejas (de novo :-D) e então resolvemos partir.

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Ainda não tínhamos decidido onde terminaríamos o dia, já tínhamos percebido que apesar de termos antecipadamente planejado as etapas, agora o Caminho já nos guiava e não tínhamos mais nada rigidamente programado, fomos deixando a viagem fluir… Pensamos em parar embaixo de alguma árvore já saindo de Santo Domingo, estávamos adiantados e pensamos que seria bom uns minutos de preguiça, mas não achávamos nenhum local que fosse atrativo para encostar as bikes e ficar na sombra, além disso um vento contra nos dizia que devíamos continuar pedalando porque a moleza do dia tinha acabado. À frente, uns 500 metros talvez, avistamos Katia e Mariano também enfrentando o vento bravamente, e próximo deles mais um ciclista que não tínhamos visto ainda até ali. Aos poucos fomos alcançando-os e logo estávamos os cinco formando um pelotão na guerra contra o vento, seguimos assim juntos até o próximo povoado, onde paramos numa fonte para beber água, descansar e de quebra bater um papo. O outro ciclista se chama Tony, espanhol também, de Écija. Logo estávamos os cinco na maior prosa e dando risadas…

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Minutos de prosa e risadas com Katia, Mariano e o novo amigo Tony, também espanhol.

Seguimos juntos a partir dali, e combinamos que caso acontecesse de alguém ficar para trás, nos encontraríamos no povoado de Belorado, no primeiro albergue da cidade.

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Entrando na Provincia de Burgos.

Eu e o Ari acabamos em um momento avançando muito à frente e nos separamos deles, mas sabíamos do combinado e assim fizemos, chegando em Belorado ficamos no primeiro albergue esperando nossos novos amigos, e eles chegaram! Nos hospedamos todos no mesmo quarto com outros três peregrinos, depois de cada um tomar seu banho, dividimos a máquina de lavar roupas e sentamos no bar do albergue para contar mais sobre nossas vidas e beber umas Cañas (cervejas). Parecíamos velhos amigos, jantamos juntos e quando as risadas deram lugar aos bocejos fomos todos dormir felizes por mais uma etapa concluída…

Continua…

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😀

Caminho de Santiago de bike – Etapa 3 – De Estella a Navarrete

E vamos a mais uma etapa do Caminho de Santiago de bike:

Levantamos, tomamos nosso café no albergue mesmo e antes de sair, pedi pro Ari dar uma olhada no câmbio da minha bike. Meio contrariado, ele começou a mexer mas já avisando que não sabia se ia dar certo. E realmente a coisa desandou, ao invés de arrumar, piorou! Ficamos ali uma meia hora, eu segurando a bike (já arrependida de ter insistido pra ele mexer!) e ele tentando ajustar o câmbio enquanto reclamava, depois de muitos desajustes, arrumou!! UFA!! Seguimos então para mais um dia, inicialmente nosso objetivo era Logroño, mas durante o dia mudamos  os planos.  Andamos poucos km e logo chegamos na fonte da Bodegas de Irache, uma fonte onde há duas torneiras: uma de água e outra de vinho! Ok, era muito cedo (umas 9h da manhã) pra tomar vinho, mas precisávamos cumprir tabela e tomar esse vinho.. Tomamos um golinho cada, completamos as caramanholas (garrafinhas/squeezes) com água, as fotos de praxe e seguimos.

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Um gole de vinho…

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“Túneis verdes” pelo caminho.

Logo encontramos um bar/café muito charmoso, num local que merecia uma parada, tomamos mais um cafezinho.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Seguindo a frente, passamos por plantações de uvas, uma vinícola na base de uma montanha com um Castello no topo: Villamayor de Monjardin, linda paisagem!

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Nesse dia ainda fazia calor, seguimos com bastante sol, passando pela cidade de Los Arcos, depois Sansol  e em Viana paramos para comer algo.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Passando entre os campos de trigo…

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O Caminho sempre nos leva a passar no meio das cidades…

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Passando pela cidade de Los Arcos.

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Paradinha pra olhar o Guia.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Entrando em Viana.

Ari sempre cavalheiro me perguntou o que eu tinha vontade de comer, respondi: Ovo frito!! 😀  A cidade estava bem movimentada, muitas mesas na rua e enquanto escolhíamos uma lanchonete, uma  peregrina sueca chamava a todos que passavam para dividir com ela um Schnaps, havia tirado as botas e cantava alegre, acho que pela quantidade de schnaps que já tinha tomado… Parecia feliz! Sorri pra ela e fui comer meu pão com ovo.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

A linda Catedral de Viana…

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Cidade de Viana, movimentada quando passamos.

Depois  do lanche, tomamos uma sangria em um bar, compramos cerejas frescas (frutas da época) para comermos durante a tarde e voltamos para a estrada.
Durante a tarde o calor apertou mais uma vez, mas seguimos comendo nossas cerejas e rapidamente fomos vencendo os 49km que tínhamos programado. Chegamos em Logroño!

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Chegando em Logroño.

Cidade grande, linda! Linda ponte, linda catedral. Mas resolvemos  seguir e dormir numa cidade a frente, menor, mais calma: Navarrete. Pra sair de Logroño é um pouco confuso (Li isso em vários relatos antes de ir… ). Por todo o caminho existem as placas e setas amarelas, é difícil se perder, mas seguimos o guía de ciclistas e acabamos caindo num trecho sem sinalização e com muitos carros.

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Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Quando esperávamos um semáforo abrir, um senhor local que estava do outro lado da rua fez sinal para esperarmos por ele, que atravessou e veio falar conosco. “Querem sair da cidade?” Perguntou ele. “Vou explicar um caminho para saírem desse trânsito.” Nos deu a direção e chegamos então numa ciclovia, por dentro de um lindo parque e seguimos tranquilamente nossa rota. Mais um “Anjo do caminho”, pensamos…
Chegando em Navarrete, procuramos o albergue municipal que não tinha local para guardar as bicicletas durante a noite e nos aconselharam a não deixá-las na rua, mesmo que amarradas. Nos indicaram outro albergue, e neste as bicicletas ficaram na garagem da casa, devidamente guardadas. Tomamos nosso banho, e saímos a caminhar pela pacata cidade.

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Única foto de Navarrete – a Catedral.

Tomamos algumas “cervezas “ para aliviar o calor enquanto aguardávamos abrir o restaurante que escolhemos para jantar. Entrando no restaurante haviam expostas algumas Compostelanas (certificado de quem completou o caminho de Santiago),  sentamos em uma mesa e quando a moça veio tirar nossos pedidos, sentou-se à mesa conosco, muito simpática, falando baixinho, e nós curiosos, perguntamos a ela se alguma das Compostelanas eram dela. Ela disse que sim, que havia caminhado desde Berlim!! Foram três meses caminhando até Santiago: 2.600km! Uau!! Ficamos impressionados e ela contou que durante sua peregrinação ficou tão agradecida com o que o Caminho deu a ela e ao companheiro, que resolveram retribuir de alguma forma e foram morar ali, abrindo um albergue com restaurante chamado Pilgrim’s. Foi uma das melhores refeições que fizemos durante nossa jornada, um tempero delicioso, ótimo serviço, local muito agradável, bem decorado, adoramos! Depois disso retornamos ao albergue e tentamos descansar, foi uma noite extremamente quente, mas conseguimos dormir.

Confiras as etapas anteriores dessa aventura:

Ainda tem mais, em breve contaremos a próxima etapa dessa aventura. 😉

Caminho de Santiago de bicicleta – Etapa 2 – De Pamplona a Estella

Eis que começa o terceiro dia da viagem no Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta, segue mais uma etapa percorrida:

Mais uma vez estávamos entre os últimos a saírem do albergue, fazia frio, algo em torno de 12 graus.

Caminho de Santiago de Compostela

Saída do albergue.

Fomos buscando as setas até encontrarmos um café para o “desayuno”. As bikes ficaram do lado de fora, café com leite, pão com manteiga na chapa e suco de laranja. Seguimos adiante, era o dia de encarar a subida para o Alto Del Perdón, sabíamos que havia um desvio por asfalto para bicicletas, mas queríamos seguir ao máximo o verdadeiro “caminho dos peregrinos”.

Caminho de Santiago de Compostela

Pelas ruas de Pamplona.

Logo que deixamos Pamplona, passamos por Cizur Menor, um povoado que parecia um condomínio, com casas muito bonitas, modernas e com ruas pavimentadas. Logo depois, entramos numa trilha, a qual seguia em direção a uma montanha tomada por geradores eólicos: é pra lá que vamos!

Caminho de Santiago de Compostela

Caminho de Santiago de Compostela

Mal entramos nessa trilha e avistamos, no sentido contrário, um senhor caminhando, que quando nos viu acenou para pararmos e perguntou por onde pretendíamos passar. Respondemos que iríamos “por camino” e ele prontamente nos disse: “não!”. “Não vão por aí, porque irão sofrer muito, a trilha é muito ruim, pedras soltas, muitos peregrinos. Há um desvio por carretera (asfalto) com pouco trânsito.” E nos deu as coordenadas.
Nosso guia também tinha esse desvio como opcional, mas tínhamos como objetivo fazer a maior parte pelo caminho, porém sem sofrer desnecessariamente!

Caminho de Santiago de Compostela

Parada para tirar os casacos e fazer uma foto na frente de um monte de fardos (eles estão em vários trechos por onde passamos)…

Caminho de Santiago de Compostela

Caminho de Santiago de Compostela

Foto na frente da imagem de fundo de tela do Windows…

Caminho de Santiago de Compostela

Seguimos a dica do nosso “anjo” do dia e fomos até onde ele indicou pela trilha, subindo e com bastante calor já, até chegar no povoado de Zariquiegui onde ficava a saída para o desvio e por onde observamos que outros ciclistas também iam seguindo.

Caminho de Santiago de Compostela

Descemos um bom pedaço e logo chegamos no asfalto para novamente subir! A estrada estava praticamente deserta e seguimos com tranquilidade até o monumento Alto Del Perdón.

Caminho de Santiago de Compostela

Caminho de Santiago de Compostela

Lá paramos, tiramos muitas fotos, afinal, é um dos marcos importantes do caminho. Depois sentamos num gramado para comer uma maçã e observar aquela paisagem incrível! Que paz, que felicidade…

Caminho de Santiago de Compostela

Caminho de Santiago de Compostela

Eufóricos por estarmos ali…

Caminho de Santiago de Compostela

Monumento no Alto del Perdón.

Momento descanso encerrado, hora de descer! Uma guia turística nos chama e pergunta se vamos descer pela trilha, disse que é muito complicado descer com bike carregada por ali, outros amigos também já haviam alertado, além do nosso guia espanhol.  Seguimos então pela carretera, e mais à frente passamos pelo Ivan, nosso amigo paulista que fazia o Caminho a pé e estava no mesmo albergue nós na noite anterior.

O Ivan filmou todo o percurso dele e aqui está o vídeo do momento em que passamos por ele, aparecemos a partir do minuto 2:21:

Dali, logo pegamos um desvio recomendado pelo guia, que nos levou à Ermita de Santa Maria de Eunate, construída no Século XII. Estava fechada, como muitas igrejas que passamos em toda a viagem, mas valeu a visita pra conhecê-la ao menos por fora, belíssima.

Caminho de Santiago de Compostela

Ermita Santa Maria de Eunate.

Seguimos nossa rota e chegamos a Puente La Reina onde prevíamos almoçar, encontramos um restaurante com Menu Peregrino e ali comemos muito bem, acompanhados de uma taça de vinho, afinal fazíamos “poco a poco” nosso Caminho…

E depois do farto (e gordo) almoço, sentimos que precisávamos esperar para seguir pedalando, paramos em frente a famosa ponte antiga, e que dá nome à cidade, sentamos na sombra de uma árvore, descansamos e até cochilamos um pouco. Depois disso, decidimos que não mais almoçaríamos assim,  faríamos apenas lanches e jantaríamos bem no fim do dia.

Caminho de Santiago de Compostela

Já eram 15h quando resolvemos seguir, o sol ainda estava forte, colocamos nossas camisetas de manga longa para proteger a pele e lá fomos em direção a Estella, nosso destino daquele dia. Logo na saída de Puente La Reina, subidaaaaa…. Toda asfaltada, era uma estrada secundária e o calor maltratou-nos um pouco. Subida vencida, encontramos uma fonte para abastecer as caramanholas e a água saía geladinha! Outros peregrinos também pararam ali, havia uma grande sombra, mas nós só bebemos água e fomos em frente. Voltamos para a estrada de chão, muitas subidas e descidas, em um trecho havia uma escada, e no fim dela um buraco gigante com degraus em desnível muito alto, precisamos atravessar as bikes carregadas uma de cada vez, assim nos ajudamos.

Caminho de Santiago de Compostela

Mais um bom pouco de trilha e meu câmbio desregulou… Na marcha mais leve ele batia no pneu e eu precisava fazer mais força para subir, além de fazer um barulho chato, e eu logo reclamei que precisaríamos arrumar. O Ari resistiu, disse que era arriscado mexer, mas eu sabendo dos desafios que estavam por vir, insisti e segui resmungando com meu cambio desregulado mesmo… Lá pelas 16h chegávamos em Cirauqui, um vilarejo que fica no topo de uma colina, comentamos entre nós: ah, uma coca-cola agora seria bom né? Não somos tomadores do líquido no dia-a-dia, mas nestes pedais longos a gente acaba vez em quando se rendendo. Chegando na cidade, vimos um outro ciclista já no alto enquanto subíamos a ladeira o Ari gritou: Ei!! Por aí tem Coca-Cola? Um bar para uma Coca-cola? E o homem gritou: Sí!!! E seguiu o caminho dele. Subimos bem empolgados e chegando lá, não havia nada, nem bar, nem uma viva alma na cidade ou máquina de refrigerante. Lá na Espanha se faz a siesta das 14h às 17h e fecha tudo, tudo mesmo!! Concluímos que o outro ciclista não entendeu o que o Ari falou… Ok, continuamos pedalando e pensando na Coca-cola…

Caminho de Santiago de Compostela

Pensando na Coca-cola…

Mais à frente, voltamos a encontrar o tal ciclista, que depois descobrimos ser espanhol e dessa vez quando nos viu gritou acenando: Coca-cola!! E depois em outras vezes que nos cruzamos ele repetia: Coca-cola!! Caímos na risada, achamos que ele entendeu como um cumprimento, ou nos apelidou assim… Chegamos em Estella bastante cansados, já passava das 17h e o primeiro albergue que procuramos estava cheio, o segundo também cheio, mas nos deram a dica de um albergue novo, e indicaram como chegar. Como eu era quem tinha entrado no albergue e recebido as informações, dei a direção de para onde pedalaríamos, e fomos seguindo por uma carretera que parecia sair da cidade. Depois de uns 4km percebemos que estávamos indo para o lado contrário! Aff!! O Ari que já estava meio nervoso pela falta de pouso, ficou ainda mais nervoso com meu feito . Voltamos tudo na maior velocidade que eu consegui…  Eu também fiquei bastante nervosa, pedalava quase chorando, com toda força, afinal se não conseguíssemos ficar neste albergue talvez tivéssemos que seguir para a próxima cidade que era bem menor e o horário já não era favorável pra conseguir algo lá também. Até que achamos o tal albergue, o Ari entrou para ver se tinham vaga e eu fiquei na rua, sentei numa calçada e chorei, esgotada do cansaço e já com medo de não conseguir seguir até o fim da viagem… De repente saem de dentro do albergue Mariano e Katia, pai e filha espanhóis, que encontramos lá no começo em Ronscesvalles. Quando me viram vieram falar comigo, disseram que o dia pra eles também tinha sido sofrido, com o calor e a altimetria, mas que aquele albergue era muito bom e que eu teria um bom descanso. Logo me acalmei e o Ari voltou dizendo que tinha conseguido um quarto  privado pra nós com banheiro e tudo, um luxo! Claro que saiu mais caro que um albergue como o que vínhamos ficando, mas logo pensei: tudo tem uma razão e talvez essa tensão no fim do dia tenha acontecido para que tivéssemos essa noite de conforto. Agradeci ao meu querido por esse carinho… Conseguimos lavar nossas roupas que estavam acumuladas do dia anterior, bebemos umas cervejas com jamón, e depois tivemos um ótimo jantar no próprio albergue, onde conhecemos algumas brasileiras e tivemos mais um agradável fim de noite. Nem preciso dizer que foi uma noite muuuuito bem dormida… 😀

Caminho de Santiago de Compostela

Igreja na chegada em Estella.

Confira também as etapas anteriores dessa aventura:

Continuaremos contando mais no próximo post!

Caminho de Santiago de bicicleta – Etapa 1 – De Roncesvalles a Pamplona

Enfim chegou nosso primeiro dia de pedal, agora era oficial, iríamos começar o Caminho de Santiago de Compostela… Como a luz do dia começava a aparecer por volta das 7h, nós não tínhamos nenhuma intenção de sair antes disso, não levamos faróis e sair no escuro de bicicleta torna-se  arriscado, além de não vermos nada das paisagens. Portanto, ao sermos acordados às 6h, começamos a nos arrumar calmamente e fomos uns dos últimos a deixar o albergue.

Caminho de Santigo de Compostela

Fomos ao mesmo restaurante em que jantamos na noite anterior, tomamos café com tostadas, geléia e  suco de laranja. Fotos da saída e finalmente entraríamos no Caminho!

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Já fazia sol, temperatura agradável, paramos na tradicional placa que indica a quantidade de kms para chegar em Santiago, um casal também de bicicleta se aproximou (mais tarde descobrimos que eram pai e filha) e aproveitamos para tirar foto deles e eles de nós.

Caminho de Santigo de Compostela

Agora sim, vamos ao Caminho…  Era uma trilha com leve declive por dentro de um bosque bem fechado, muito verde e fazia muito frio, mas eu não conseguia parar de olhar em volta e agradecer ao universo por me trazer até ali.

Caminho de Santigo de Compostela

Logo paramos para vestir mais roupas, colocar luvas e proteger o pescoço. Em pouco mais de 3km chegamos a Burguete, cidadezinha simpática, muito limpa, organizada e charmosa, mas sem ninguém na rua além de peregrinos.

Caminho de Santigo de Compostela

Quase na saída da cidade, nos deparamos com uma procissão, que vinha no sentido contrário, achamos um pouco esquisita, homens com capuzes pretos, cruzes grandes apoiadas nos ombros e gritando algo que não entendemos, seguidos pela comunidade. Até hoje não conseguimos descobrir do que se tratava, mas com certeza era alguma comemoração. As cidades são na maioria muito pequenas, em menos de 10 minutos estávamos saindo de Burguete e logo começamos a subir uma montanha, hora passávamos pelo Caminho ( a trilha original onde os caminhantes seguem) hora pela carretera, estrada de asfalto que desviava do percurso original, mas que seguia sempre paralelamente.

Caminho de Santigo de Compostela

Costumávamos usar a carretera em momentos onde o trecho original do caminho era complicado para passar com as bicicletas, para isso usamos um guia comprado na Espanha mesmo, próprio para fazer o caminho  pedalando e que indica esses trechos  “impedaláveis”, dando todo o percurso do desvio.

Avistamos um café-bar (são vários durante todo o Caminho) e paramos para o segundo café do dia. Os cafés de todo o percurso são deliciosos e uma média custa aproximadamente 1,10/1,20 euros.

Caminho de Santigo de Compostela

Continuamos pedalando por mais trechos de asfalto e algumas trilhas, começou a esquentar e logo fomos tirando os casacos. Passamos vários trechos assim, sempre muito agradável e onde havia movimento de carros, o respeito da distância dos ciclistas era visível.

Caminho de Santigo de Compostela

Caminho de Santigo de Compostela

Depois de um difícil trecho de trilha, por pedras soltas, chegamos  ao Alto do Erro. Ali paramos para comer uma maçã que levávamos no alforje, perto de um pequeno trailer que funcionava como lanchonete. Lá outros ciclistas da região faziam um lanche e como ali era mais um trecho onde dava pra seguir pela carretera, fomos informados que seria mais tranquilo seguir pelo asfalto, não era o nosso plano, mas resolvemos seguir o conselho e fomos presenteados com um longo declive em asfalto lisinho e quase sem trânsito. 😀

Caminho de Santigo de Compostela

Passamos  rapidamente por Zubiri, seguindo sempre pela carretera, ali a circulação de carros era maior e como queríamos mais paisagens do que estrada, logo decidimos voltar para o Caminho, fomos entrando então num passeio/ciclovia, que passava ao lado de um rio muito bonito. Muitas famílias fazendo picnic, churrasco embaixo de árvores e aproveitando o domingo. Uma delícia! E nós só sentindo o cheiro  do churrasco!

Caminho de Santigo de Compostela

Chegamos a Pamplona por dentro de um parque, também cheio de gente aproveitando, passeando e seguindo as placas logo estávamos na entrada da cidade antiga. Já passava do meio dia e nosso primeiro desejo era almoçar e depois seguir até a próxima cidade que ficava a 4 km dali.
Caminhamos pelas pequenas ruas procurando restaurante e bem na frente da praça onde acontece a famosa Festa de San Firmino. O dono de um restaurante que tinha mesas ao ar livre na praça nos abordou e ofereceu seu cardápio, ali começou uma intensa negociação, pois nós achamos que ele queria nos enrolar, foi baixando o valor do prato individual mas tínhamos que comer dentro do restaurante. Como não queríamos deixar as bicicletas com bagagem na rua, mas também não queríamos desmontar tudo pra entrar no restaurante, íamos desistir e procurar outro lugar. Mas ele não se contentou, ficou cuidando das bicicletas pra nós, enquanto comemos um prato muito bem servido, com filé, salada, fritas e ovos.
Satisfeitos, resolvemos dar uma circulada pela cidade e logo resolvemos que não seguiríamos mais naquele dia, decidimos dormir em Pamplona. Procuramos um albergue, achamos o Jesus e Maria e nos instalamos. Depois de um bom banho tomado, saímos pra caminhar, conhecer um pouco da cidade.
Fomos até a Plaza Mayor, tomamos um sorvete e ficamos lá na grama, observando o movimento e ouvindo um músico tocando violino. Para o jantar, compramos num mercadinho pão, jamón (presunto cru muito popular na Espanha e delicioso!), queijo, vinho e jantamos na cozinha do albergue mesmo, ao lado de um casal alemão, que estava caminhando pela região á 4 meses já.  No mesmo albergue que nós, estava hospedado o Ivan Silverio, paulista que conhecemos através do grupo Caminho de Santiago no facebook e logo nos encontramos e passamos um agradável fim de tarde junto dele e  de mais duas brasileiras, a Cristina e a Luciana.

Caminho de Santigo de CompostelaNa hora de dormir, foi mais uma sinfonia de roncadores, mas os tampões no ouvido e um relaxante muscular me fizeram dormir bem…

Continua no próximo post…

Leia como foi o início da jornada e nossa chegada na Espanha aqui.

 

Caminho de Santiago de bicicleta – Início.

Fazer o Caminho de Santiago, seja a pé ou de bicicleta é uma experiência única. Cada pessoa o faz por um motivo, mesmo que o faça junto de outro, a percepção de tudo, as interações, as sensações e como esse período de peregrinação irá influenciar a sua vida, ou não, também é individual. Ao todo, percorremos 790km a partir de Roncesvalles, não fizemos a primeira etapa que começa em San Jean Pied de Port na França por alguns motivos, entre eles a dificuldade da subida com a bike e alforjes. O objetivo aqui não é, de forma alguma, julgar o que é certo ou errado, de onde as pessoas devem começar, se devem fazer de bike ou a pé, só pela trilha original ou usar a carretera. Mas a título de ilustrar um pouco do que é o Caminho de Santiago, fizemos esse relato, tentando retratar um pouco do que vivenciamos. Como foi uma viagem de 15 dias, serão vários posts com partes da viagem:

Um dia em Madrid:

Nosso vôo desde o Brasil foi até Madrid, pernoitamos lá para podermos comprar nossas bikes. Decidimos que iríamos comprar duas novas magrelas pra nós, então negociamos tudo antecipadamente do Brasil e partimos levando apenas os alforjes já com nossas roupas e os acessórios que tínhamos: bagageiros, pedais, capacetes, sapatilhas, bolsas de guidão e bolsas de  bagageiro. Não levamos nada além do que já iríamos carregar nos alforjes até Santiago. Chegamos em Madrid 6:30 da manhã no horário local e fomos então até o Hostel onde tínhamos reserva para deixar nossos alforjes enquanto resolvíamos a questão das bikes. Às 10h fomos até a loja, levamos os acessórios para serem instalados nas novas bikes e acertamos um transfer para o dia seguinte até o local onde pegaríamos o ônibus (também com passagem já comprada desde o Brasil) com as bikes devidamente embaladas para a viagem. Depois saímos pelo centro de Madrid para passear um pouco e conhecer alguns pontos turísticos.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Com Juan, da loja de bicicletas.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Amanhecer no centro de Madrid.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Parque Bom Retiro

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Banco de Espanha.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Jardins de Sabatini…

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Palácio Real

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Plaza Mayor

Dia 0 (antes de iniciar o pedal) – Indo para Ronscesvalles:

Como combinado fomos até a loja e eles nos levaram até o aeroporto, de onde saía o ônibus que nos levou até Pamplona e, de lá, pegamos outro busão até Roncesvalles. Tudo muito cronometrado e deu certinho!

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Nossa bagagem pronta para embarque no ônibus.

Chegamos em Ronscevalles as 17h do dia 09/05/15.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Capela de Santiago em Roncesvalles.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Em frente ao albergue La Colegiata

Nessa hora é que foi preciso nos organizar: escolhemos um local ainda fora do albergue para abrir as caixas e montar as bicicletas. Ali o Ari ficou fazendo a montagem enquanto eu fui fazer o check-in no albergue. Neste albergue era possível fazer reserva antecipada, e nós já tínhamos feito isso garantindo cama para aquela noite, já que além deste albergue só tem mais uma pequena pousada em Ronscesvalles. Check-in feito, camas reservadas (eram numeradas) e jantar comprado, voltei para ajudar o Ari com as bicicletas. Terminamos a montagem eram 19h aproximadamente e nosso jantar estava marcado para a partir das 20:30h. Fomos deixar as bicicletas em um local seguro para passar a noite, guiados por um hospitaleiro holandês, muito bem humorado por sinal, e depois fomos tomar banho para ir ao jantar.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Naquela noite fazia bastante frio, fomos jantar no restaurante Casa Sabina o menu do peregrino, um padrão de refeição servida em vários restaurantes em todo o percurso do Caminho. O menu serve um primeiro prato, um segundo prato e mais sobremesa, acompanhados de vinho ou água. Beeem servido hein?! Com esse menu ninguém passar fome, rsrsrs. Durante o jantar, dividimos a mesa com um californiano e um francês, que já havia morado em Buenos Aires e em São Paulo. Ambos faziam o Caminho sozinhos a pé e já haviam feito a primeira etapa que é de San Jean Pied de Port até Ronscesvalles. A conversa rolou solta durante todo o jantar, a maior parte do tempo em inglês, mas também um pouco em francês e português, foi muito bacana esse clima do jantar para entrarmos no clima do Caminho. Voltamos para o albergue para enfim dormir. Não sou fresca, fui bailarina na adolescência, na época viajava com o grupo e dormíamos em alojamentos, aprendi desde cedo a dividir e achar normal essa coisa de coletividade. Mas é lógico que a gente estranha, dormir num mesmo cômodo com pessoas que nunca vimos, dividir banheiros e tal, mas com o passar dos dias você se adapta. A cada dois beliches tinha uma divisória de madeira formando “mini-quartos” para 4 pessoas, e no beliche ao lado do nosso estavam duas francesas.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Preparando a cama.

Deitamos e eu logo adormeci, mas lá pelas 3h da manhã tive vontade de ir ao banheiro, levantei , voltei para a cama e tentei dormir de novo, a ansiedade de começar a pedalar não me deixou mais dormir direito, e a sinfonia de roncadores na madrugada é alta! Às 5h da manhã começa o barulho  dos peregrinos se preparando para sair (é isso mesmo, quem caminha sai com o dia ainda escuro). As francesas cochichavam, às 6h começo a ouvir um som de música bem longe, e me dou conta que tinha alguém  tocando violão ali perto. Olhei de cima do beliche e eram os hospitaleiros que nos despertavam ao som de “wake up litle Susy”. Que lindo, que mágico! Era hora de levantar e começar o primeiro dia de pedal. Para não ficar muito extenso, contarei num próximo post… 😉

 

SC – De Rancho Queimado a Leoberto Leal

Como alguns amigos já sabem, em maio eu vamos fazer o Caminho de Santiago de Compostela de bike,  viagem que está em nossos planos a mais de 2 anos. E desde que decidimos fazê-la, nossas pequenas cicloviagens foram todas preparatórias para essa jornada. Assim, pudemos ir aos poucos percebendo o que seria necessário levar ou não, o que fazer com a mecânica das bikes caso tenhamos algum problema, o que fazer com alimentação, etc .

E agora que estamos a um mês de embarcar, fizemos mais uma pequena cicloviagem no Feriado de Páscoa que passou. Escolhemos um trajeto que representasse a altimetria (medição de altitudes) que vamos enfrentar em algumas partes do percurso lá na Espanha, afinal serão grandes subidas carregando bagagem suficiente para 20 dias (destes, 13 dias consecutivos serão pedalando).

O trajeto escolhido foi de Rancho Queimado a Leoberto Leal, trajeto de 50 km com altimetria aproximada de 1300 metros e mais 6 km até o Sítio São José, local que escolhemos para pernoitar em Leoberto Leal, casa de uma família de agricultores que participam da Acolhida na Colônia (programa criado pela Epagri que tem como proposta valorizar o modo de vida no campo através do agroturismo ecológico).

Montamos nossos alforjes com toda a bagagem que estimamos levar para a Espanha. E você deve estar pensando ser insano carregar 8 kg de bagagem morro acima para pernoitar apenas 1 dia. E é!! Pensei nisso em todas as subidas durante o trajeto. Mas esse foi o planejado, era pra ser um teste e precisava ser o mais próximo possível da realidade…

Na sexta-feira santa seguimos de carro até Rancho Queimado, ponto de partida. Começamos a pedalar as 11h, com previsão de chegada no sítio em Leoberto Leal entre 17h e 18h.

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O clima estava bem ameno e bastante sol, isso nos animou e um vento bem gostoso nos acompanhou durante todo o dia…
Logo nos primeiros quilômetros a paisagem surpreendia, depois de aproximadamente 8km a estrada de asfalto dá espaço ao chão batido e uma descida bem leve e gostosa nos levava até o Rio Bonito.

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Mais à frente a estrada volta a ser asfalto e seguimos por ela sempre contornada por hortênsias que devido à época do ano estavam com as flores secas, mas não deixa de ser bonita também.

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Chegamos na pracinha de Taquaras e ali decidimos fazer nossa parada de almoço: um sanduíche natural preparado em casa já que sabíamos que não haveria nada aberto devido ao feriado santo.

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Um sanduíche gostoso, numa sombra bem fresquinha… Ah, ali estava bom pra dar uma descansada de uma hora ao menos, mas tínhamos que cumprir nosso planejamento e então descansamos 15 minutos e seguimos nosso caminho.

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Começava a primeira grande subida. Bem desafiadora e apesar da brisa o sol estava quente, por isso troquei minha camiseta manga curta por uma dry fit manga longa. Parece que não, mas é mais fresco assim…

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Mais alguns quilômetros de muito verde e mais subidas, chegamos a uma encruzilhada onde havia um bar, no meio do nada. Paradinha para uma Coca-Cola, um papo com o dono do local e seguimos adiante.

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Cada subida: uma vitória, e quanto mais alto, mais compensadora a vista!

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Na última subida, a maior de todas no percurso, a prefeitura havia colocado na estrada um material para ajudar aos carros e caminhões transitarem, mas pra nós era impedalável! E em alguns momentos precisamos descer da bike e empurrar todo aquele peso morro acima…

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Muitos trechos com sombras, o que ajudou consideravelmente esses cicloturistas já cansados!!

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Até que chegamos no topo! Urrul!!! Agora era descer tudo até a cidade…

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Chegamos em Leoberto Leal já passava das 18h. Logo avistamos a prefeitura da cidade, foto para registro e fomos atrás de uma padaria para amansar o estômago antes que chegássemos no Sitio da Dona Vanda devorando até a grama!! #pedalarsempredáfome

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Mais 6 km pedalando até o Sítio São José, acompanhados de uma lua imensa que nascia atrás daquele morro que já tínhamos cruzado… Mas o cansaço era tanto que nem conseguimos fazer uma foto decente. :-(

Dona Vanda e S. Valdir estavam nos esperando, fomos calorosamente recebidos com abraços e logo fomos tomar nosso banho para sentar à mesa com toda a família. Tivemos um agradável jantar com muita comida gostosa e boa conversa… Logo após o jantar fomos dormir, estávamos exaustos!

Noite muuuito bem dormida, com aquele silêncio que só o campo tem… No dia seguinte, já descansados, era hora de tomar um bom café com pão caseiro, rosca de polvilho, cuca, geléia… Oba!!

Preparamos nosso sanduíche para viagem, abastecemos as garrafinhas de água e carregamos as bikes para voltar pelo mesmo caminho que viemos.

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Foto com Dona Vanda e sua filha Djane que está a espera de gêmeos!

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Sítio São José

Saímos 8:20h da manhã e de cara já tínhamos aquela longa subida pra escalar. Como era comecinho da manhã, estávamos descansados ainda e a subida foi melhor que o dia anterior.

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Foto na frente da Igreja Matriz – Clássica…

Ainda assim, o Ari como sempre parava a cada 400 metros para me esperar, já que sou bem mais lenta que ele nas subidas (na verdade em todas as ocasiões sou mais lenta que ele!!! Kkkk)

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Quem nos encontrava no caminho olhava assustado… Mas sempre ganhávamos um cumprimento!

Nesse comecinho da manhã quase não batia sol por onde passamos, o que tornava a subida menos desgastante…

E Leoberto Leal foi ficando pra trás. Ou seria pra baixo?

E Leoberto Leal foi ficando pra trás. Ou seria pra baixo?

A volta foi mais rápida que a ida, desejávamos chegar em Rancho Queimado para o almoço, mas com o passar da manhã logo percebemos que mesmo sendo mais rápidos que o dia anterior não chegaríamos antes das 14h.

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Premiados com mais um dia de sol…

Paramos novamente naquele bar no meio do caminho, no meio do nada e o dono assou mini-pizzas para um lanche que repusesse nossas energias para continuar. Foi o  que conseguimos e o que nos recarregou as baterias no meio do dia…

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Já quase em Rancho Queimado de volta…

 

Chegamos em Rancho Queimado felizes e com a certeza de que a missão dessa viagem foi cumprida! Mais um trajeto desbravado e muitas dúvidas sanadas para a viagem que está por vir.

Segue abaixo link com o percurso dessa viagem:

IDA:  https://www.strava.com/activities/279340760

VOLTA: https://www.strava.com/activities/279341545

Telefone do Sítio São José em Leoberto Leal: 48 – 32681154.

Circuito Vale Europeu – Parte Alta

Desde que decidimos começar a  viajar de bicicleta, um dos roteiros que entrou em nossos planos foi o Circuito do Vale Europeu, roteiro de cicloturismo famoso por sua beleza, por ser bem sinalizado e com infraestrutura de hospedagem entre os trechos. O Circuito é dividido em 2 partes – baixa e alta. Recomenda-se reservar 3 dias para pedalar a parte baixa e 4 dias para a parte alta, ambas totalizando 300 km, porém não tínhamos previsão de dispor de 7 dias de folga pelo menos até o início de 2014.

Mas queríamos muito ter essa experiência antes de nos aventurarmos no Uruguai (que já havíamos programado fazer em março de 2014), estudando bem o calendário tivemos a idéia de fazer a parte alta em 3 dias, era o que conseguíamos folgar entre Natal e Ano Novo. Porque a parte alta? Todos que fazem o Circuito completo diziam que é a parte mais bonita, desafiadora e nós não queríamos perder essa oportunidade!

Não tínhamos muito o que pensar, era preciso reservar as pousadas e poderíamos não achar vagas, então combinamos que seria assim. Quando começamos a contar aos amigos ciclistas que faríamos o Circuito neste período de ano, alguns disseram que essa época era muito quente, confesso que eu fiquei com um pouquinho de medo, mas não desistimos.

E assim fizemos, saímos de carro de Florianópolis no dia 25/12/2013 logo após o almoço de Natal, rumo a Timbó com uma forte onda de calor já sobre SC. Quando digo calor, chegamos em Timbó com 38 graus e nenhuma brisa… A previsão era de esquentar mais nos próximos dias (!!!), mesmo assim seguimos firmes em nosso objetivo!

Restaurante Tapyoka ao fundo - Ponto inicial e final do Circuito Vale Europeu.

Chegamos no Tapyoka, restaurante no centro de Timbó que é ponto inicial e final do Circuito, para pegar nossos passaportes (carimbando o passaporte durante o trajeto nas pousadas, no final você recebe o certificado) e rumamos a Rodeio, onde iríamos dormir para no dia seguinte começar nossa jornada.

Nossa reserva era na Pousada Cama & Café Stolf, onde fomos recebidos pela família da D. Irene e o Sr. Dandi,que logo nos encaminharam para um quarto muito aconchegante, silencioso e com o ar condicionado ligado (Ahhhhhhh…. delícia!). Descansamos uns minutos e então saímos para fazer um lanche no centro, queríamos voltar e dormir cedo para no dia seguinte começar com o clima o mais fresco possível. Programamos nosso café da manhã para 6:30h e quando chegamos na cozinha D. Irene já tinha tudo pronto só pra nós, inclusive pães de queijo saindo do forno. Enquanto comíamos fomos trocando informações com o casal dono da pousada. Sr. Dandi disse que devido a longa subida que encararíamos já no começo, era bom não levar muita água na saída (tínhamos cada um uma caramanhola de 750ml e mochilas de hidratação com capacidade de 2 litros cada e mais 2 garrafas extras), que levássemos apenas a quantidade para a subida de 8 km e que chegando no topo teria um bica d’água onde poderíamos nos abastecer com segurança, evitando carregar morro acima um peso desnecessário já no começo. Ótima dica!

Uma das coisas que combinamos antes de sair foi de que não íamos pegar água de qualquer riacho, pois não saberíamos a qualidade da água, muitas vezes vem contaminada com agrotóxicos ou sabe-se mais o quê. Também fizemos sanduíches para lanche no caminho, afinal nosso trajeto não teria restaurante, bar ou lanchonete onde pudéssemos comprar comida e isso é avisado no guia do Circuito.

Bicicletas prontas, alforjes instalados, foto da largada e lá fomos nós, rumo a uma grande aventura, confiantes e cheios de expectativas…

Primeiro dia: Rodeio – Doutor Pedrinho

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O caminho já começa com uma paisagem encantadora, estrada rural, cheiro de mato, muitos pássaros, flores, tudo que a gente gosta! Tudo indicava que teríamos um dia muito prazeroso…

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Logo depois de pouco mais de 1 km começamos a subir, estava nublado e nos animamos, pensando que não faria muito calor. Lá no terceiro km, pneu traseiro da bike do Ari furado! Tiramos os alforjes e começamos a troca da câmara. Logo depois passou um ciclista descendo o morro, parou e gentilmente perguntou se queríamos ajuda e dos nossos planos, era o dono de uma hospedaria próxima dali. Contou-nos que no dia anterior recebeu um grupo que estava “tentando” fazer o circuito mas haviam desistido por conta do calor, nos desejou boa sorte e seguiu seu caminho. Com tal notícia nos entreolhamos com um pouquinho de receio, mas lógico que não iríamos desistir ali, vamos em frente!

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Continuamos a subida e de repente começamos a ver anjos na beira da estrada… São esculturas instaladas e cuidadas por um senhor que mora ali na região, em meio a muitas hortênsias, torna o caminho ainda mais bonito! Chegamos a uma escultura maior, uma imagem do Cristo de braços abertos, onde paramos para mais fotos e seguimos adiante.

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O sol logo apareceu, foi esquentando muito e quando chegamos no topo, a tal bica d’água! Tomamos muita água, nos refrescamos, abastecemos e seguimos. Caminho lindo, paisagens de tirar o fôlego e muito calor! Mas a grande subida do dia estava vencida.

Conforme indicava no guia chegamos a uma bifurcação, entrada para a Cachoeira do Zinco. Eram 8km de ida e mais 8 de volta para chegar lá, trecho opcional do roteiro. Devido o sol já estar fervendo nossa pele decidimos que não iríamos até a Cachoeira, fomos até onde deu para avistá-la (uns 2 km apenas) e logo voltamos para a nossa rota.

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Já era quase 13h da tarde quando chegamos à frente da Igreja Enxaimel (única no Brasil), ali encontramos um gramado na sombra de uma árvore, paramos para o nosso “almoço” e um descanso do sol escaldante. Comemos o que tínhamos levado, descansamos por quase uma hora e decidimos voltar para a estrada, afinal ainda tínhamos uns 15 km ou mais pela frente…

Subidas fortes e com alforjes carregados (levamos o mínimo possível de bagagem, mas morro acima 100 gramas transformam-se em 1 kg!), por duas vezes o Ari deixou a bike dele no topo do morro e desceu para me ajudar a empurrar a minha morro acima… E eis que numa dessas subidas ele para, olha para trás para me esperar e então vê uma placa que estava no sentido contrário com uma seta que indicava: “Piscinas”. Do outro lado da estrada, na indicação da seta, havia um portal de madeira aberto. Nos entreolhamos e não pensamos duas vezes: Vamos entrar pra ver o que é!! Um quilômetro pra dentro e avistamos um pequeno parque aquático!! Aaahhhhh… Sensacional! Pagamos R$20,00 cada e ficamos ali por umas 3 horas na água!!

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Anexo à piscina tinha um bar onde comemos pastéis, tomamos Coca-cola e seguimos por mais 10km até que chegamos ao hotel em Doutor Pedrinho… Felizes!

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Já não era surpresa, no hotel não tinha ar-condicionado e a dona nos cedeu um ventilador extra para ajudar a refrescar. Tomamos banho, jantamos na companhia de outro ciclista que fazia o Circuito sozinho, o Maurício de São Paulo. Conversamos sobre os planos para o dia seguinte, nos recolhemos e demoramos pra pegar no sono. Todo o sol que pegamos na piscina nos deixou um pouco queimados e com mais calor ainda para dormir, mas o cansaço venceu…

Segundo dia: Doutor Pedrinho – Alto Cedros / Altos Cedros – Palmeiras.

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Nesse dia faríamos dois trechos do Circuito em um dia só, para podermos fechar 3 dias de viagem. Saímos cedo como programado, tomamos nosso café, preparamos mais sanduíches para o dia, pegamos as caramanholas no freezer do hotel, as quais deixamos congelar com água para nos aliviar o calor do dia, e saímos a pedalar…

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A parte da manhã foi muito tranquila, tinham subidas mas pedalamos boa parte na sombra.

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Pouco mais de meio-dia, chegamos em Alto Cedros, uma barragem lindíssima, com muitas casas à beira da água e hortênsias por todo lado.

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Seguimos um pouco mais antes de parar para o almoço, escolhemos uma pequena cachoeira na beira da estrada para sentarmos à sombra e então lanchar. Tínhamos plano de ficar ali por 1 hora descansando, mas logo que terminamos nossos sanduiches pararam 3 carros na beira da estrada e deles desceu uma enorme família com crianças, churrasqueira, cachorro e periquito e perguntam se íamos ficar muito tempo ali porque queriam “acampar”. Como não íamos ficar a tarde toda dissemos que podiam ficar e cedemos o espaço, juntamos nossas coisas, retocamos o filtro solar e seguimos viagem.

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Eram pouco mais de 13h quando recomeçamos a pedalar, a temperatura estava alta demais, não havia uma sombra sequer, as subidas não acabavam nunca, a água para beber estava ficando quente, até que achamos uma sombra bem pequena e ficamos sentados ali por uns 20 ou 30 minutos, de onde eu avistava uma casa com uma criança tomando banho de chuveirão na rua, e que inveja que eu fiquei!! Essa tarde foi a parte mais difícil da viagem, onde o calor realmente estava nos castigando.

Em compensação, não nos cansávamos de admirar o visual em nossa volta…

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Mais um pneu furou, o da minha bike. Paramos para trocar a câmara e meus pés doíam muito, inchados pelo calor e esforço comecei a ter câimbras, resolvi usar o tênis do Ari tamanho infinitamente maior que meus pés, que por sua vez estava usando sapatilhas e não precisava deles. Algumas vezes precisamos parar e bater nas casas de família pedindo água, pois nosso estoque acabava logo ou esquentava e fomos muito bem recebidos, gente simples, simpática e acolhedora. Sempre nos dando mensagens de incentivo.

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Já víamos a barragem de Palmeiras lá embaixo e numa das curvas com a terra muito seca o Ari escorregou e caiu! Sua primeira queda com as sapatilhas clipadas.  Quando olhei pra trás e o vi no chão me assustei pensando que podia ter se machucado, mas não foi nada grave, apenas joelho ralado. Ufa! Paramos em uma queda d’água onde nos refrescamos mais um pouco, ele lavou o machucado e seguimos até achar a pousada que tínhamos reservado – Casa das Palmeiras. Mais uma vez fomos muito bem recebidos, o simpático casal dono da pousada nos recebeu com duas latinhas de cervejas geladíssimas e um jantar delicioso, massa, galinha caipira, salada, farofa, sobremesas. Comemos muuuuito bem e dormimos uma noite bem mais fresca que a anterior, entrando pela janela do quarto uma brisa que vinha da barragem.

Terceiro dia: Palmeiras – Timbó / Timbó – Rodeio

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Café da manhã tomado, câmara remendada e começamos nosso último dia de pedal. Aqui tínhamos mais subidas logo pela manhã, mas a paisagem nos deixava encantados, paredões de pedra ao fundo da barragem, muitas flores, o canto dos pássaros…

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Fomos seguindo em nosso ritmo, até que chegamos numa descida de 2,5km muito íngreme e ao final dela um lindo rio, e uma ponte coberta, com mesas e uma churrasqueira. Bacana! Ali paramos para o nosso almoço-lanche.

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Continuamos nossa rota, o dia ficou nublado, porém ainda quente. Passamos por charmosas casas enxaimel, gente na janela que acenava e percebemos que a cidade começava a se aproximar.

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Chegando no centro de Timbó paramos para ver o mapa e ver como chegar ao Tapyoka, fomos alcançados por dois ciclistas locais que estavam fazendo seu pedal matinal, perguntaram se queríamos ajuda. Como estavam indo para o mesmo local, nos guiaram até lá e foi então que chegamos e brindamos com um delicioso chope artesanal a nossa chegada!!

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Almoçamos lá mesmo (uma massa deliciosa!) e logo depois chegou o Maurício, ciclista que tínhamos conhecido no jantar em Doutro Pedrinho. Ele disse que depois de nos ouvir falar que faríamos dois trechos do Circuito no mesmo dia resolveu fazer o mesmo e antecipar em um dia seu retorno a SP.

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Ainda tínhamos mais 18km até a cidade de Rodeio onde tínhamos deixado nosso carro na primeira pousada, subimos nas magrelas novamente e aceleramos o pedal, pois um temporal se anunciava…

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Chegamos na pousada a tempo, ainda tomamos um refrescante banho e depois seguimos felizes no ar-condicionado até Florianópolis. 😉

Considerações finais:

– Evite ir no alto verão (entre dezembro e fevereiro), mesmo com todo o preparo e planejamento que tínhamos foi muito mais difícil do que se fôssemos em outra data. Evite também a época das festas de outubro, quando as rodovias ficam cheias de turistas, principalmente na parte baixa do circuito.

– faça um bom planejamento de água e alimentação pois são poucos os pontos de reabastecimento no meio dos trajetos.

– Especialmente na parte alta, as montanhas são longas e duras, faça treinos de subida, de preferência usando os alforges, para que as pernas aguentem sem reclamar. Fizemos o dever de casa e sabemos que foi muito útil.

– Se não for com carro de apoio, leve somente o necessário de bagagem (considerando sempre o clima daquela região no período escolhido), o necessário mesmo! Quase levei um livro pra ler e se o tivesse levado acho que deixaria de doação para o primeiro que encontrasse no meio das montanhas!

Resumo:

Resumo

Link para os percursos no Garmin Connect:

Vale Europeu: Rodeio – Dr. Pedrinho

Vale Europeu: Dr. Pedrinho – Alto Cedro

Vale Europeu: Alto Cedro – Palmeiras

Vale Europeu: Palmeiras – Rodeio