Uruguai: do Chui à Montevidéu

Mesmo com toda a expectativa que tínhamos, foi uma grata surpresa: viajar de bicicleta pelo Uruguai é uma delícia! As paisagens são incrivelmente lindas, o povo é hospitaleiro, a comida é boa e o vinho é tannat!!!

Começamos a preparar esta viagem a um ano atrás e sabíamos que antes dela teríamos que fazer alguns treinos, para pegarmos a “manha” do cicloturismo. Fizemos uma curta viagem de Floripa a Itapema, dois dias, e depois enfrentamos a parte alta do Vale Europeu em 3 dias, no auge da onda de calor entre o natal e o ano novo, em 2013. Além disso, fazíamos vários pedais semanais, com intensidade e variedade e fomos adquirindo os equipamentos necessários para uma empreitada destas.

E no dia 20 de março finalmente colocamos “Thelma e Louise” no carro, junto com os alforges cheios, e partimos em direção ao Chui, fronteira do Brasil com o Uruguai, onde então deixaríamos nosso carro na garagem do hotel até nossa volta do ciclo tour.

Pequena observação sobre os hotéis do Chuí: eles se dividem entre os ruins e caros e os muito ruins e caros! Quer dizer: você não tem muito como errar! E não vale nem a pena tecer maiores comentários, o que estávamos mesmo interessados era num lugar seguro para deixarmos nosso carro.

Primeiro dia: Chuí – Punta del Diablo

Fronteira Brasil UruguaiNo dia 21 saímos cedo do Chuí em direção a Punta Del Diablo, nosso primeiro destino. Antes paramos na aduana Uruguaia para nos legalizarmos e fomos recebidos com curiosidade pelos guardas uruguaios, que também pedalam e estavam interessados em conhecer nossas bicicletas e toda a sorte de equipamentos que carregávamos. Depois da aduana, uma série de retas intermináveis nos aguardavam, o que se repetiria durante toda a viagem, até que chegamos então no Forte de Santa Tereza, local de nossa primeira parada para lanche, banheiro e visita ao lugar, que aliás é lindíssimo.

AForte de Santa Terezaqui vale um lembrete para quem for fazer essa viagem: sempre levar algo para um lanche no caminho, caso não haja onde comprar. Em quase todos os trechos, não havia uma lanchonete ou posto de gasolina sequer para abastecimento de água/comida. Portanto, sempre saíamos pela manhã abastecidos com sanduíches e bastante água/isotônico. No Parque de Santa Teresa há um restaurante/café, mas na maioria dos trechos isso não se repete, por isso é bom se prevenir.

Um dos nossos medos em relação a esta viagem era o clima que iríamos encontrar: neste dia em Santa Teresa, avistamos ao longe nuvens muito escuras vindo em nossa direção e logo pensamos: vamos pegar aquela chuva já no primeiro dia? Apuramos o passo para então não pegarmos muita água quando nos deparamos com uma linda “avenida” dentro do parque, ladeado com palmeiras lindíssimas e pensamos: que foto!! Fizemos várias tentativas, sempre olhando para o céu, e passados alguns minutos notamos que a chuva não iria nos pegar. Rumamos então felizes para Punta del Diablo.

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Nossa primeira noite foi no Hostel de La Viuda, reservado pelo Booking  e foi uma grata surpresa: ótimas instalações, pessoal e hóspedes animados de todas as partes do mundo: Canadá, Alemanha, Estados Unidos, França. Após o checkin, deixamos a bagagem no quarto e rumamos ao “centro” para lanchar, conhecer a praia e comprar nosso jantar, que seria preparado na cozinha compartilhada do hostel. Voltando do centro pegamos aquela que seria nossa única chuva da viagem toda, mas que molhou pouco.

O jantar foi uma aventura: na cozinha compartilhada haviam umas vinte pessoas cozinhando em três fogões ao mesmo tempo, panela passando pra cá, aromas vindo de lá e mesmo assim tudo dava certo. Aquecemos nossa pizza (pronta, comprada no super), pois o forno de um dos fogões era o único espaço não sendo utilizado da cozinha. E assim jantamos nossa pizza, acompanhada do primeiro tannat da viagem.

Segundo dia: Punta del Diablo – Cabo Polonio

Hostel de la Viuda

Partimos cedo, logo após o ótimo café da manhã no hostel, despedidas, fotos da partida, e seguimos em direção ao nosso destino mais exótico: Cabo Polonio. Pedalamos 68 quilômetros, muitos deles sob o temido vento uruguaio, que nos dava a impressão de estar andando para trás, para então chegar na estação rodoviária de onde partem as jardineiras que nos levariam à Cabo Polônio.

Estação Cabo Polonio

Pensamos, ingenuamente, que poderíamos levar Thelma e Louise conosco, mas para nossa surpresa, tivemos que deixá-las no estacionamento da estação. Aqui tivemos certeza de que o cabo-cadeado que havíamos levado valeu a pena: nossas bicicletas passariam a noite amarradas na cerca do estacionamento, sem nenhum acessório e sem os selins também, que sempre tiramos para não dar sorte ao azar. E partimos com o coração na mão, por ter que deixar nossa “condução” ali.

Cabo Polonio

Cabo Polonio é um povoado cercado de dunas no litoral uruguaio e destino de turistas do mundo inteiro, que querem sentir seu astral único, sua beleza estonteante, seu por do sol  maravilhoso. A população fixa não chega a 100 habitantes quando muito, mas na alta temporada é frequentada por mais de 2 mil turistas que se hospedam em seus cerca de 35 hostels. A nossa reserva era no Viejo Lobo, feita através do Hostel World. Checkin feito, fomos escolher nossa cama, pois os aposentos eram compartilhados, tomamos aquele banho e fomos conhecer o Cabo. Aproveitamos também para comprar os mantimentos para o jantar, que seria feito na cozinha compartilhada do hostel – omelete, pão e vinho.

Farol Cabo PolonioCabo Polonio, como já citei, é um lugar lindíssimo e único, com uma atmosfera singular, sendo que só se chega lá a cavalo ou com veículos 4×4, em uma viagem de cerca de 30 minutos pelas dunas. Durante boa parte do ano ela é destino também de muitos lobos marinhos, mas que não estavam por lá nesta época.

Visita e compras feitas, voltamos ao Viejo Lobo, preparamos nossos omeletes e para nossa surpresa, nosso hostel era o point da noite: dois violões e mais uma gaita de boca tocando blues, em redor da lareira acesa por conta do frio da noite, cerca de 30 pessoas se espremiam na minúscula sala, oriundos de todos os cantos do planeta: japoneses, italianos, franceses e até brasileiros! Nos recolhemos cedo, as 23h, cansados da jornada do dia, mas a noite continuou agitada noite a dentro no hostel. Nos deitamos ouvindo Djavan, que delícia!

Terceiro dia: Cabo Polonio – La Paloma

Viejo Lobo HostelApós o café da manhã improvisado, nos despedimos de Luiz, o Viejo Lobo, pegamos acentos na jardineira que nos levaria novamente a estação rodoviária, com a angústia de chegar logo e ver como estavam Thelma e Louise. Ufa, tudo certo com elas, arrumamos a bagagem toda nas meninas e rumamos para La Paloma, nosso destino depois de 57 quilômetros.

Perto do meio dia, estávamos passando por La Pedreira e resolvemos entrar para conhecer, pois as indicações eram sempre favoráveis, e precisávamos providenciar o almoço e a janta, que seria novamente no hostel.

Pierrette e RolandFoi na porta do pequeno supermercado de La Pedreira que encontramos, pela primeira vez, aqueles que seriam nossos companheiros de viagem pelos próximos dias: Pierrette e Roland. Casal de franceses, viajam o mundo sobre uma bicicleta tandem, pelo menos dois meses por ano, a vinte anos! Animadíssimos, tentamos conversar de todas as formas possíveis, pois eles só falavam francês, e nós além do portunhol, só o inglês macarrônico! Mas no final sempre nos entendíamos. Deixamos os franceses em La Pedreira e seguimos para La Paloma, com as compras feitas e o lanche do meio dia feito.

Retas e RetasAqui tivemos nossa única surpresa negativa em relação às reservas feitas: quando chegamos ao Serena Blues Hostel em Playa del Arachania, ele estava fechado! Como ainda era cedo, rumamos para La Paloma, passamos no serviço de atendimento ao turista e fomos procurar por um hostel para a noite.

Depois de alguma pesquisa na internet, uma Patricia e um pratão de “papas fritas”, rumamos para o La Balconada Hostel, na praia de Balconada. Jantamos nossa providencial massa com lingüiça e molho de tomate, junto com os vários surfistas brasileiros, alemães e americanos que também estavam no hostel. Dormimos cedo, pois nosso próximo dia nos traria pelo menos duas incógnitas: a Laguna Rocha e no mínimo 90 quilômetros de estrada.

Quarto dia: La Paloma – Punta del Este

La Balconada HostelEste seria o dia em que, se o planejado não desse certo, seria um problemão: teríamos que pedalar 12 km até a Laguna de Rocha, achar uma pescadora (D. Olga) que disseram poderia nos atravessar de barco a tal Laguna e então se tudo desse certo, seguir viagem por mais 80 quilômetros. Caso desse errado, teríamos que voltar os 12 km, fazer uma volta de 30 km circundando a Laguna e daí fazer os outros 80 km restantem ou seja, um pedal de 144 km!!

Seguimos então para a vila de pescadores da Laguna del Rocha, uma linda pedalada com visual incrível! Chegando lá, perguntamos a duas senhoras onde poderíamos encontrar a D. Olga. Nos disseram que ela morava na última casa da vila. Identificamos a casinha branca ano fim da fila e para lá rumamos. Batemos palmas em frente à casa e um senhor veio nos atender. Perguntamos se ali morava a D. Olga, ele confirmou e foi então chamá-la. Lá de dentro veio então ela, que seria o nosso Anjo do dia.

D. OlgaCom 65 anos, D. Olga nasceu neste local e ali vive desde então, sendo pescadora de camarões na Laguna. E quando precisam, ela atravessa os ciclistas em seu pequeno barco, cobrando 100 pesos por pessoa. Thelma e Louise embarcadas, seguimos para o outro lado da Laguna, que durante alguns períodos do ano, quando o volume de água na lagoa não é muita e a maré ajuda, até dá passagem à pé pela praia. Mas como este ano choveu muito em janeiro e fevereiro no Uruguai, a lagoa estava com bastante volume de água e a única forma de atravessarmos seria então com a providencial ajuda de D. Olga (telefone 098801921).

Ferry José IgnácioCom a travessia vencida em 30 agradáveis minutos, ouvindo as histórias da D. Olga, despedimo-nos e colocamos as meninas no areião, pra seguirmos viagem, um trecho de 50 km de estrada de chão, até a Laguna del Garzon, que atravessamos em um pequeno ferry-boat e rumamos para a graciosa vila de José Ignácio.
Após nosso lanche, feito em frente ao farol, seguimos para Punta del Este, nosso destino final do dia, antes passando pela cidade de La Barra e cruzando a famosa Ponte Leonel Vieira, mais conhecida por ponte ondulada.

Ponte Ondulada

Como iríamos passar em frente a famosa escultura dos Dedos no caminho de nosso hostel, resolvemos parar para uma foto. Que martírio, o local é o ponto mais frequentado de Punta, e principalmente por brasileiros, todos querendo um “recuerdo” onde apareçam sozinhos na foto. Hahaha… nem a pau Juvenal…

DedosEm Punta tiramos um dia de folga, para descansarmos e conhecer a cidade. Bem, não há muito pra se ver, a não ser que se goste muito de ver prédios moderníssimos e mansões, todos irremediavelmente fechados fora da temporada. Até os restaurantes e uma boa parte das lojas também fecham. Bem, tem o Conrad também… e só!

Pierrette e Roland - PuntaAproveitamos nosso dia de folga e fomos novamente a escultura dos Dedos, atrás da tão almejada foto, e quem por lá encontramos? Sim, Pierrette e Roland, os franceses, que não tinham nossa dica da travessia da Laguna Rocha com a D. Olga, e tiveram que fazer os 140 km entre La Paloma e Punta. Estavam exaustos e estavam seguindo para Piriápolis. Fotos daqui, histórias dali, nos despedimos e cada um seguiu seu rumo.

Quinto dia: Punta del Este – Atlantida

Tas  D´Viaje HostelDepois de um merecido dia de descanso, saímos cedo do nosso hostel, o Tas d’Viaje, e rumamos para a cidade de Atlântida, nosso pedal mais longo, com 107 quilômetros, e um desafio para nós, que nunca havíamos pedalado acima dos 100 km.

No caminho paramos para conhecer a famosa Casa Pueblo, em Punta Balena, 14 km após Punta, uma obra majestosa do  artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, recém falecido. Mas chegamos cedo demais (8h) e não conseguimos visitá-lo pois o local só abre após as 10h. Então, toca pra Piriápolis, que a estrada é longa.

Casa Pueblo

Quando estávamos em Punta tivemos o único dilema de nossa viagem: na próxima noite deveríamos pernoitar em Piriápolis, distante 45km, ou seguir até Atlantida, mais 62 km e assim chegar mais tranquilos em Montevidéu?

AtlantidaResolvemos pela segunda opção, já que estávamos descansados e então fizemos uma reserva pelo Booking num prédio de apartamentos que são alugados para turistas. Quando chegamos em Atlantida, depois de um dia todo pedalando sob sol intenso em um maravilhoso dia, procuramos por nosso local de estadia e quando lá chegamos, para nossa surpresa, quem encontramos? Sim, Pierrette e Roland estavam nos esperando, haja vista o dono do local ter lhes informado que estava esperando por um casal de pedalantes brasileiros. Eta mundo pequeno esse! Foi uma festa! Jantar com salada francesa e massa italiana feita por brasileiros num improviso só! Delícia de noite!

Para quem quiser dar uma olhada no Blog dos Franceses ai vai o link: Petit tour a tandem

Sexto dia: Atlantida – Montevidéu

IMG_20140327_162819 (Large)No dia seguinte os franceses partiram antes, pois como diziam, iríamos atropela-los pelo caminho. Saímos uma hora depois e seguimos em nosso ritmo normal, cerca de 15 km/h. Nesta etapa viajamos pela Rota 9, rodovia uruguaia que liga Montevidéu ao Chui, sendo bastante movimentada e monótona, algo como viajar em uma grande BR brasileira. Mas em nenhum momento, nem na Rota 9, nem em outra rodovia ou local do Uruguai, tivemos algum problema em relação a segurança, ou os famosos “finos educativos”. Muito pelo contrário, sempre notamos um respeito muito grande em relação às bicicletas por parte dos veículos motorizados, muitos deles inclusive nos buzinando e fazendo gestos de incentivo. Ou seja, foi uma viagem extremamente tranquila!

Montevidéu

Após uma jornada pedalante de 55 quilômetros, chegamos a Montevidéu e paramos em um local onde há um enorme letreiro com o nome da cidade, com o centro da metrópole ao fundo. E quem encontramos saindo do local? Isso mesmo, os franceses, neste que seria nosso último encontro. Eles seguiram então para o mercado público enquanto nós seguimos a procura de que seria nosso hotel pelos próximos dois dias, pois iríamos ter mais um dia de ócio turístico antes do retorna ao Brasil.

Montevidéu 2Já na tarde deste mesmo dia fomos com Thelma e Louise até a estação rodoviária de Tres Cruces para agilizar as passagens de volta, comprando-as na empresa Rotas del Sol, escolhida por ter bons horários diretos para o Chui, ônibus modernos e, principalmente, levam bicicletas em seus enormes bagageiros. As meninas teriam suas próprias passagens, seriam protegidas com plástico-bolha, que compraríamos em uma papelaria qualquer, para não levarem arranhões no quadro e seriam bem presas a estrutura do veículo. Ou seja: perfeito! Após resolvermos a volta ao Brasil, nos restava conhecer Montevidéu, seus locais históricos, turísticos e, principalmente, suas famosas parillas!

Montevidéu 3E assim foram dois dias maravilhosos, caminhando, pedalando e provando a deliciosa carne uruguaia, considerada uma das melhores do mundo! Sempre bem acampanhadas de uma Patrícia, uma Pilsen ou uma Zillertal, ótimas cervejas locais que são vendidas em garrafas de um litro e que dão um banho de sabor nas congêneres brasileiras.

Em nosso último dia uruguaio, café da manhã no hotel, arrumar a bagagem toda nos alforges, fazer check out no hotel e rumar com as meninas para a rodoviária, para o retorno ao Chui, onde nos aguardava nosso veículo.

Ao sairmos da rodoviária já estávamos com saudade de pedalar, e então lembramos que este era o primeiro uso de um veículo motorizado em toda nossa viagem, pois até ali havíamos pedalado nada menos do que 428 quilômetros, em 30 horas sobre nossos selins Brooks, que aliás cumpriram honrosamente sua função de proteger nossos bumbuns, não que tenhamos tido o descuido de passar diariamente, antes e depois das pedaladas, uma generosa aplicação de pomada!  Também neste quesito tudo foi tranquilo, pois era outro ponto que nos preocupava. Bem estávamos com nossa bunda calejadas e nossos Brooks amaciados!

Jpeg Jpeg

Foram cinco horas e meia de viajem tranquila, quando então chegamos a “praça central” da cidade de Chuy, lado uruguaio da Chui brasileira, onde montamos a bagagem toda nas bikes e seguimos para o hotel onde nosso carro havia ficado durante os últimos oito dias.

Nesta noite, em parte pela não muito boa experiência que tivemos anteriormente, optamos por não jantarmos e fomos descansar, para poder encarar os mais de mil quilômetros que nos esperavam no outro dia, rumo ao nosso estado natal: Santa Catarina.

E assim terminava nossa primeira ciclo viagem internacional: Uruguai, 428 quilômetros de muita alegria!

Mapa Uruguai

RESUMO TÉCNICO:

  • Km pedalados: 428 quilômetros
  • Horas pedalando: 31h07m
  • Altimetria total: 1.656 m
  • Pneus furados: dois
  • Problemas mecânicos: Nenhum!!
  • Ferramentas levadas: três câmeras reserva, dois “power links”, um pedaço de corrente, duas gancheiras, kit remendo, kit ferramentas, braçadeiras/lacres.

PERCURSOS (gpsies.com)

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60 comentários sobre “Uruguai: do Chui à Montevidéu

  1. Parabéns Aline e Ari!

    Com a leitura do blog já se consegue “viajar” um pouco com vocês. Muito pertinentes ainda as dicas pra quem quiser repetir o trajeto.

    Obrigado por compartilharem esta jornada conosco.

    E que venham muitas e muitas viagens assim!!!

    Um grande abraço ao casal.

    Andreas

    • Andréas,
      A idéia foi esta mesma: poder compartilhar nossas experiências para que outros possam também aproveitar e fazer a mesma viagem. Como encontramos algumas dificuldades quando do planejamento da nossa viagem, esperamos que os próximos encontrem um pouco de informação aqui que lhes ajudem.
      Abraços!

  2. Olá Ari e Aline,

    Em dezembro irei fazer praticamente esta mesma viagem com um amigo. Estou muito animado! Planejamos fazer um trajeto semelhante mais ida e volta com com 12 dias.

    Eu adorei o relato de vocês! Gostaria de saber se vocês tem um orçamento de quando ficou a viagem? Poderiam também dizer o que levaram e quanto quilos carregaram?

    Um abraço!

    Arthur

    • Olá Arthur,

      Ficamos felizes pelo nosso relato servir a outros cicloviajantes!

      Como o litoral Uruguaio é uma região muito turística, o custo de hospedagem e alimentação varia conforme a época do ano. Em março, quando fomos, era baixa estação e os preços estavam bem em conta.

      A maior despesa que tínhamos diariamente eram os hostels, onde gastamos de 30 a 70 dólares. O custo da aimentação é muito similar a brasileira. Fechando orçamento total, gastamos em torno de 100 dólares por dia, para os dois!

      Levávamos cada um 8 quilos de bagagem, isso porque nós hospedavamos em hostels e nossas refeições eram feitas em restaurantes/lanchonetes e alguns jantares fizemos também nos hostels, o que era ótimo e divertido!

      Nossa bagagem incluía a roupa de ciclismo, a casual, necessaire, kit primeiros socorros pra nós e para as bikes. Lembre: não há oficinas de Bike pelo caminho então é necessário estar prevenido! O que mais pesou foram os carregadores (celular, garmin, tablet..)
      E lembre de levar um corta-vento e muito protetor solar!

      Bem, espero ter ajudado! Fique a vontade para perguntar mais!
      Abraços e boa ciclovia em!

  3. Olá Parabéns, pela viagem!
    Estou saindo daqui uma semana para fazer o mesmo trajeto.
    Uma dúvida
    Vocês não foram de bike até cabo polônio porque não quiseram ou porque eles não deixaram?

    • Olá Lucas,

      as nossa bikes foram deixadas no estacionamento da estação de translado de Cabo Polônio porque não havia espaço nos caminhões para o transporte delas no dia/horário em que lá estavamos. Ou seja, o transporte das magrelas dependem do movimento no dia. Como você irá fazer o percurso durante a temporada é provável que também não consiga transportá-las. Por isso é bom levar um bom cadeado para deixar ela bem presa. Nós levamos conosco todos os acessórios e os bancos. Embora tenhamos ficado com receio, tudo deu certo e a visita a Cabo Polônio foi um dos pontos altos da nossa viagem.

      E esperamos que sua viagem seja repleta de novas descobertas, aventuras e sucesso, como a nossa foi.

      Ciclo abraços!
      Ari.

      • Fantástico!
        Assim espero também.
        Bom saber dessa questão do movimento. Mas eu me refiro no sentido de ir até cabo polônio pedalando, ao invés de usar os caminhões. Sabem se isso pode ser feito?

      • Lucas,

        Não é permitido: o parque onde fica Cabo Polônio é uma reserva ecológica, com acesso controlado.
        Só podem entrar as jardineiras e veículos 4×4.
        Além disso, mesmo que fosse permitido, são uns 5km de dunas que tornariam o percurso doloroso e interminável, pois seria necessário empurrar as magrelas por boa parte do caminho.

        Abraços!

  4. Olá! Tudo certo?
    Adorei o relato de vocês!!
    Eu estou programando fazer essa viagem, mas estou tendo dificuldades em fazer reserva em hotel no Chui, vocês lembram o nome do que vocês ficaram? Como vamos de carro, precisamos de um lugar seguro para deixá-lo.

    • Olá Cândida,
      que bom que você gostou do relato, ele foi feito para ajudar outros ciclo-turistas a fazer o mesmo percurso com maior facilidade.

      No Chui os hotéis são realmente uma dificuldade: ficamos no Turis Firper Hotel ((53) 3265-1398 – http://www.firperhotelchui.com.br) e é o único que possui garagens para automóveis. O outro hotel da cidade só possui estacionamento, mas sem segurança, por isso nossa opção foi ficar no Filper.

      Esperamos que a sua viagem seja um sucesso!

  5. Olá, tudo bem? Incrível a viagem e o relato de vocês!! Eu e mais duas amigas faremos esse caminho em fevereiro inspirados em vocês. Mas estou com uma dúvida, quanto as tomadas lá no Uruguai nos Hostels, como são? Que tipo de adaptadores precisamos levar para carregar nossos eletrônicos como câmeras, celulares etc? Pois uma viagem dessas precisamos tirar muitas fotos hehe

    • Olá Aline,

      Que bom que você gostou de nosso relato, ele foi feito pra incentivar outras pessoas a seguirem o mesmo caminho.
      Temos um casal de amigos neste momento fazendo este trajeto, temos acompanhado eles pelo facebook, e eles estão adorando!

      Quanto a sua dúvida: levamos um destes “T”s usadoas atualmente no Brasil para converter o padrão novo de tomadas para o antigo e deu tudo certo. Recomendo levar um T (com 3 saídas) pois na maioria da pousadas que ficamos havia uma tomada por quarto e precisavamos sempre carregar muitos gadgets: gps, celulares, câmeras, etc. Aliás, o item mais pesado em nossa bagagem era a bolsinha de carregadores e baterias!

      Se tiverem mais alguma dúvida, é só ir perguntando.
      Boa viagem, estamos certos de que vocês irão adorar o Uruguay!

  6. Parabéns pela ótima viagem!

    Estou super animado para fazer uma cópia fiel da viagem de vcs(montevideo) no mês que vem. Estarei de férias entre 02 e 23.

    Um abraço,

    Nivaldo

    • Obrigado Nivaldo,
      Esperamos que sua viagem seja ótima como a nossa foi.
      Se fores durante o período de carnaval lembre de fazer reservas antes, pois nesta época alguns lugares, como Cabo Polônio e Punta del Diablo são bem procurados.
      E tendo alguma dúvida é só nos escrever.
      Abraços,
      Ari.

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  10. olá pessoal, parabéns pela viagem. Estou pensando em pedalar até Montevidéu em dezembro próximo saindo de Nova Trento-SC (uns 1.360 km). Será que é legal ir nesta época? outra coisa, quais equipamentos não podem faltar na bagagem? Que tipo de moeda é melhor levar para gastos no Uruguai? Quais documentos são necessários par se entrar lá? Será legal dormir em barraca em vez de hostel? Isso diminui as despesas.

    • Olá Anderson,

      Dezembro é um mês quente e dependendo da época, devido a proximidade com os festejos de fim de ano, tanto as estradas como os locais para pernoite podem estar lotados. Então você deverá se preocupar em fazer reservas com antecedência. A viagem autônoma, acampando, sempre é mais barata, porém requer mais equipamento e implica em mais peso transportado.

      A viagem de Santa Catarina até a divisa com o Uruguai tem alguns perrengues: de Florianópolis a Garopaba não há um caminho seguro pela BR 101. E no Rio Grande do Sul, entre a cidade de Rio Grande e Chui há uma parque que é reserva federal onde não há local para pouso nem para acampamento, o que aliás é proibido. Por isso, e pela falta de tempo em nossas agendas, resolvemos fazer nossa viagem partindo do Chui até Montevidéu.

      Quanto ao dinheiro que por lá usamos, nós fizemos uma estimativa de gastos e compramos Pesos Uruguaios aqui em Florianópolis. Algumas poucas despesas pagamos com cartão de crédito, mas lembre que estas despesas terão um custo maior, por conta do imposto sobre o uso do cartão no exterior. Para entrar no Uruguai basta ter um documento de identidade válido e recente (menos de 5 anos).

  11. Boa tarde. Vocês pagaram suas hospedagens e alimentação com cartão ou dinheiro em espécie? Bela viagem a de vocês. Maravilha. Se souberem de alguém que deseja fazer este mesmo trajeto, por favor avisem, estou à procura de companhia. Deus os abençoe.

    • Olá Anderson,
      Fizemos uma estimativa de gastos e compramos Pesos uruguaios ainda no Brasil. Algumas poucas despesas pagamos com cartão de crédito, mas nestes casos cuidado com o imposto que é cobrado sobre o uso do cartão no exterior!

      E boas aventuras, o Uruguai é um paraíso para ciclo turistas pois além de lindo é super tranquilo.

      Abraços,
      Aline e Ari.

  12. Oi pessoal!
    Muito legal o registro de vocês!
    Estou planejando fazer esse mesmo trajeto e tenho uma dúvida:
    O vento é quase sempre contra? Se sim, vocês acham que seria uma boa ideia fazer o caminho contrário (vir de montevidéu até o chuí)?

    • Olá Dax,

      O vento no Uruguay é forte e frio, por sorte pegamos ele somente durante uma manhã, e foi bom para termos a experiência. Ele pode sobrar de sul a norte ou de mar para a terra, então neste caso tanto faz o sentido da viagem.

      Fizemos nosso percurso do Chui para Montevidéu por dois motivos: a logística na passagem da Laguna de Rocha é mais fácil neste sentido, uma vez que os pescadores que transportam os ciclistas na travessia moram no lado norte da Laguna. E o segundo motivo é porque queríamos, ao final da viagem, chegar em Montevidéu, onde é muito mais agradável de chegar do que no Chui, tens que concordar, rsrsrs… Mas temos vários amigos que já fizeram o percurso de Montevidéu ao Chui também sem problema algum.

      O importante é pedalar!!!
      Ciclo Abraços,
      Aline e Ari.

      • Também já enfrentei esse vento! Na primeira vez que pedalei do Chuí até punta del diablo fui contra o vento. Foi duro!
        Na segunda vez não tinha vento, aí foi tranquilo.

        kkkk é verdade, em termos de chegada, também prefiro muito MVD!

        E vocês saberiam dizer como foi que esses colegas fizeram a travessia da laguna de rocha vindos do outro lado?
        Acho que vamos acabar fazendo MVD – CHUY

  13. Dax,

    Alguns fizeram o contorno da Laguna, o que dá mais 40 km de viagem naquele dia. Outro grupo sei que marcou antecipadamente com um pescador para esperá-los do outro lado pra fazer a travessia.

    Tente contato com a D. Olga (telefone 098801921),foi ela que fez nosso translado pela laguna.

  14. Olá!

    Farei esse mesmo trecho com um amigo daqui 1 mês, não pedalamos frequentemente e a historia de vocês irá nos ajudar e muito. Foi tudo bem descrito e fiquei mais ansioso ainda por essa viagem. Parabéns pela iniciativa de compartilhar experiência e se dispor a ajudar o próximo.

    Parabéns e muito obrigado!

    Abraços

    • Olá Luciano,

      Obrigado! E tendo algo mais onde podemos ajudar, é só mandar nos contatar, aqui pelo site ou pelo Facebook.
      E vamos pedalando!!

      Abraços,
      Ari.

  15. Olá.
    Parabéns pela viagem.
    Qual é o modelo dos selins que vcs usaram da marca Brooks. Pois estou em duvida p/ comprar um.
    Outra duvida é o selim c/ mola ou sem mola. Qual seria o mais ideal p/ cicloturismo. na opinião de vcs.
    Abços.

    • Olá Clidio,

      Obrigado por ler e comentar em nosso blog.
      Depois de tentarmos outros selims, que sempre nos deixaram doídos e assados, fizemos uma pesquisa na internet, em blogs de ciclo viajantes, e conversamos com alguns conhecidos que já usavam o Brooks e verificamos que mais de 80% dos ciclistas que saem para fazer turismo o utilizam e então optamos por comprá-lo. Hoje indicamos ele a todos que nos perguntam qual o melhor selim para ciclo turismo.

      O único porém dele é que ele precisa ser amaciado: leva entre 500 e 800 quilômetros para que ele ganhe a forma de seu, digamos, bumbum, para então ficar confortável. Mas uma vez feito isso, é como se não existisse mais selim e sim um sofá, muito, mas muito confortável. Então, sem medo de errar, podes comprar um. Só preveja o tempo de amaciamento antes de fazer uma viagem de dias com ele.

      Sobre os modelos (com ou sem mola), optamos pelo B17, que é o modelo Brooks usado por 95% dos ciclo turistas. O que ouvimos falar é que as molas servem mais para estética do que para conforto, uma vez que são muito, muito duras. E acrescenta peso desnecessário. Também é preciso ter alguns cuidados com ele: passar hidratante no couro de quando em vez (nós passamos de 3 em 3 meses) e nunca pegar chuva em excesso (nós sempre levamos uma capinha impermeável junto em nosso kit). Fora isso, é só alegria!

      Podes ter certeza: o Brooks B17 é ótimo e não nos arrependemos nem um pouco de tê-los comprados.

  16. Ari sou Adilson resido em São Mateus_ES pratico cicloturismo há alguns anos acompanhado de Shirley minha esposa, 68 e 53 anos respectivamente.Ja fizemos o Circuito Vale Europeu completo, Chapada Diamantina_Bahia duas vezes, uma acompanhado de Shirley, Diamantina MG, Serra do Cipó MG, Caminho da Luz, Caminho dos Anjos, ambos em MG, Porto Seguro BA 5 vezes sendo duas pelo litoral, Salvador_Aracaju pela linha verde ou rodovia do coco, enfim, vários circuitos. Sou motociclista tenho uma yamaha 950 cc e percorri todo Mercosul de moto. Li todo seu relato e apesar da mlnha experiência, gostaria se possivel, de saber mais ou ter mais alguma dica sobre sua pedalada Chui_Montevideu,pois estamos planejando fazer esse cicuito em fevereiro ou março_2016. Ficaria muito grato. Em São Mateus_ES Adilson, tel. 027 999881354
    Feliz Ano Novo com muitas pedaladas. ABraços.

    • Olá Adilson,

      As dicas que temos estão nos post sobre o assunto em nosso blog. Mas caso tenhas alguma pergunta específica para fazer, ficaremos gratos em lhe responder.

      Aline e Ari.

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  20. Parabéns pela viagem de vocês e a forma como vocês descreveram o roteiro claro e objetivo. Estamos nos preparando para fazer está viagem e o roteiro de vocês é muito prático.

  21. Boa dia cicloaventureiros, fiquei muito feliz e ansioso ao ler o relato de vocês porque irei fazer algo parecido amanhã…kkk. Minha unica dúvida é se em algum momento vocês se sentiram inseguros ou parecia arriscado fazer a viagem?? irei fazer sozinho e todas as pessoas que conheço me consideram maluco…kkkkk…. Obrigado e continuem me inspirando.

    • Olá Douglas,

      Em momento algum sentimos insegurança em nossa viagem. O Uruguai é um país tranquilo, muito diferente do Brasil. E o respeito pelos ciclistas é enorme, não levamos nenhuma “fina” nem buzinada. Só leve um bom cadeado, não dá pra vacilar!

      Vá tranquilo, é uma viagem maravilhosa. Maluco é quem fica em casa no sofazão invejando os outros, rsrs…

  22. Adorei o seu relato, extremamente didático. É como conversar com um amigo que já fez uma viagem que a gente ainda vai fazer, pegando dicas preciosas. 🙂

    Em janeiro deste ano fiquei 50 dias pedalando de Curitiba a Assunção (Paraguai), depois Encarnacion (Paraguai) e Posadas (Argentina), dando uma esticadinha até São Borja (Rio Grande) e voltando até Puerto Iguazu. Foi uma aventura tão boa que quero repetir.

    Entre as possibilidades, a mais forte é seguir pelo mesmo caminho que vocês. O que mais me preocupa é o “deserto” entre as cidades, parece-me que não há polícia rodoviária, postos de gasolina, restaurantes de estrada e até mesmo casas de fazendeiros. É isso mesmo? Como eu costumo acampar nas minhas viagens, ter esses pontos de apoio é fundamental.

    Grato

    Valmir

    • Olá Valmir,

      Obrigado por curtir nossa narrativa, ela foi feita pra isso mesmo, incentivar outras pessoas a pegarem a bicicleta e curtirem uma viagem deliciosa como foi esta.

      No trajeto que fizemos só em um trecho ficamos mais de 20km sem um ponto de apoio, foi após a Laguna de Rocha. Mas mesmo assim não foi um problema pois saímos cedo, 7h, e antes do meio dia já estávamos em José Ignácio e logo em seguida em Punta del Leste. Então vá tranquilo, se esta é sua preocupação, ela não existe.

      Boas cicloviagens!

      • Obrigado pela rápida resposta, não é só nas pedaladas que vocês são ligeiros rsrsrs.

        Então vai ser tranquilo mesmo, pois 20 km não é uma distância tão grande. Em 2015 eu pedalei até Ponta Porã (MS) e o grande problema eram os “desertos”, pois às vezes havia 70 km entre uma cidade e outra e não havia sequer um posto de gasolina pra fugir do sol (que lá é inclemente rsrsrs).

        Então abusando um pouco mais da gentileza de vocês, pergunto:
        1) há árvores no caminho pra gente fugir do sol nos horários mais inclementes ou apenas a vegetação de campo (arbustos baixinhos e grama)?
        2) há polícia rodoviária por lá e ela é solidária com os cicloturistas (no Paraguai e Argentina, por exemplo, muitas vezes acampei no pátio dos “quarteis” deles)?

        Valmir

  23. Olá Valmir,

    Sim, há sempre locais para se abrigar do sol, sejam locais arborizados ou mesmo pontos de ônibus ao longo das estradas. Neste trajeto entre Laguna de Rocha e José Ignácio é bom levar um suprimento de água maior, pois os tais 20 km são desprovidos de qualquer fonte de água.

    Já em relação a Polícia Rodoviária, não tivemos contato com eles, pois fizemos a maior parte dos nossos trajetos em estradas pequenas, onde a Polícia não tinha presença.
    Entre Punta del Leste e Montevidéu, onde foi necessário trafegar um pequeno trecho pelo acostamento da rodovia (Ruta 9), também não tivemos contato com eles.

    E o povo uruguaio, diferente do brasileiro, ama acampar, de forma que há uma oferta muito grande de campings em todo o país. E eles são também muito solidários, você não terá dificuldade em encontrar locais seguros para acampar.

    Abraços,
    Ari.

  24. Agradeço por compartilhar. Fizemos o pedal e suas informações foram preciosas. Abcs e boas pedaladas.

    • Mildo,
      nosso blog foi criado para isso: compartilhar informações para que mais cicloviajantes possam curtir o mundo sobre duas rodas!
      E a nova ponte sobre a Laguna Garzon como é, legal?

  25. Ola pessoal… muito legal essa bike trip de vcs!!
    Não consegui ler todas as eventuais dúvidas nos post anteriores, gostaria de fazer 2 perguntas. Vcs saberiam dizer qual foi a média de ganho de elevação? Acredito que não é uma rota de subidas íngrimes, é isso mesmo? E segundo, caso não for ficar nas pousadas e hostel, nesse percurso encontramos locais para acampar com barracas?
    No aguardo e muito obrigado!

    • Olá Gustavo,

      Obrigado por ler nossas aventuras!

      O litoral do Uruguai é praticamente plano, as elevações que encontramos são mínimas, isso não será um problema caso você resolva fazer o mesmo caminho.

      Sobre acampamento: no Uruguai a cultura de campismo é muito forte, havendo uma oferta de campings muito grande. Você só deverá se preocupar é com a época do ano em que pretende fazer a viagem, uma vez que fora da temporada de verão (novembro/março) muitos campings, assim como pousadas, fecham. Mas mesmo assim você encontrará locais maravilhosos para acampar. Vários amigos e conhecidos nossos já fizeram o mesmo trajeto acampando, sem problema algum.

      Boa aventura!
      Aline e Ari.

      • Obrigado mesmo pelas informações casal! Estamos pensando em ir início de 2018… acho que não terá problemas sobre onde ficar nos campings ja que é alta temporada!!
        Abração e boas pedaladas…

  26. Queria agradecer a dica que vocês deram para atravessar a Laguna de Rocha, fizemos a mesma viagem porém no sentido contrário. A Dona Olga foi muito prestativa por telefone, porém quem nos atravessou foi o Sr. Pepe. Ele acabou cobrando 200 pesos por pessoa, isso que atravessamos em 5 pessoas de uma só vez! Achei salgado o preço, mas fazer o quê, atravessar empurrando a bike por aquela areia toda é um gasto de energia desnecessário em um viagem como essa.

    Abraços

    • Olá Eduardo,

      Essa foi a intenção ao criarmos o blog: compartilhar informações que ajudassem outros cicloviajantes! Que bom que lhe foi útil. A D. Olga é irmão do Pepe, então está tudo em casa, rsrsrs…

      Temos amigos que fizeram a travessia pela areia e depois comentaram que foi uma roubada arriscada, que vale muito a pena pagar a travessia.

      Quanto ao valor cobrado, nestes anos quase três anos que se passaram de nossa viagem, o dólar se valorizou muito e como a economia uruguaia é dolarizada, refletiu no aumento do valor da travessia. Faz parte.

      Abraços e boas cicloviagens!
      Aline e Ari.

  27. Pingback: Viajar de bicicleta de Porto Alegre ao Chuí (e do Chuy a Montevideo) é uma aventura possível para você | CICLANDO

  28. Olá, estou usando o blog de vocês como “cola” pra minha cicloviagem de julho! 🙂

    Fiquei com dúvida em relação à travessia: a ponta que foi construída é sobre a Laguna Garzon, certo? E a travessia da Laguna de Rocha, continua sendo feita por barquinhos? Fiquei confusa, olhei no mapa e vi que são duas lagunas diferentes mas continuem sem saber qual era a difícil de atravessar…

    • Olá Tatiana,

      Isso, são duas Lagunas: Na Garzon, já perto da cidade de José Ignacio, foi construida uma ponte, que substituiu a travessia de balsa que existia no lugar. Já a Laguna de Rocha precisa ser atravessada de barco. Amigos nossos passaram por ali recentemente e utilizaram os serviços da D. Olga (telefone 098801921) ou de seu irmão, quando ela está muito ocupada.
      A alternativa à travessia de barco é fazer o contorno da Laguna pela cidade de Rocha, o que torna este dia de pedal longo e monótono, pois você irá pedalar por uma rodovia como qualquer outra, cheia de carros. Já a travessia de barco é maravilhosa!!

      Veja uma foto da ponte da Laguna Garzon clicando aqui

      E pode usar e abusar das informações do blog, foi feito pra isso.
      E vamos pedalando!!

      • Oi! Dependendo da maré pode-se atravessar com água pouco acima da cintura. Estive lá em janeiro e atravessei em 3 etapas, 2 com as bagagens e outra com a bike. Foi bem emocionante.

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